Expocine 2021 | Confira tudo do maior evento cinematográfico da América Latina

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Visando reunir profissionais do ramo da distribuição, produção e exibição da área cinematográfica, e lhes dando espaço tanto para expor seus novos projetos quanto para entrar em contato com um mercado em constante transformação, a EXPOCINE, que acontece de 16 até 19 de novembro, chega em sua oitava edição. Realizada em modo híbrido e com espaço reduzido, o evento, que ocorre em São Paulo e é o maior da América Latina em seu segmento, procura superar os números de sua edição anterior, na qual 1.200 inscritos, com alcance de aproximadamente 2.000 pessoas, compareceram – virtualmente – aos dias de convenção. 

Com maior liberdade devido a desaceleração da pandemia, foi possível retornar aos espaços físicos com as tradicionais feiras, concretizadas majoritariamente para o desenvolvimento de networking entre os envolvidos e para a exposição de propostas relacionadas à feitura do audiovisual. Logo, os estandes e marcas na ala presencial, além das palestras, grupos de discussões e painéis, também online, constituídos por grandes nomes do cinema internacional e nacional, formulam um evento renomado a nível mundial e requisitado por investidores e visitantes de países afora – segundo a Expocine de 2019, mais de 18.

Tendo a convenção como parâmetro do percurso e das inovações do âmbito cinematográfico, a edição de 2021 conta com uma lista de expositores e apresentações de distribuidoras de peso, a exemplo da Paris Filmes, Walt Disney Company e Universal Pictures. Ademais, os palestrantes e convidados configuram o alto escalão da indústria; de diretores conhecidos até administradores de órgãos de apoio ao cinema, o canal de palestras, transmitidas pela plataforma da sala SPCINE, agregou um maior conhecimento e entendimento do que são os bastidores das obras audiovisuais. 

No primeiro dia, a análise dos direitos e deveres da distribuição de projetos no audiovisual entrou em foco na abertura do evento, juntamente com sua apresentação feita por profissionais da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Já em seu segundo, destaca-se a reunião entre distribuidores, exibidores e produtores, com personalidades como Ana Paula Sousa, da Carta Capital, e Bruno Wainer, da Downtown Filmes. Aliado a isto, a produção cinematográfica pós-pandêmica, sua importância como entretenimento social e sua elaboração através das forças do trabalho também colocou como alvo a dissertação sobre o conteúdo, com suas políticas e dificuldades, das obras em formato para o cinema.

Dia 18, a Globo Filmes, produtora e coprodutora, deixa sua marca com uma “mesa redonda” sobre a própria coprodução e curadoria de longas e curtas-metragens. Composta apenas por mulheres, a equipe por trás da afiliada da emissora Globo conduz uma conversa acerca das adversidades, como a falta de reconhecimento e verba para seu funcionamento, de uma função primordial: a de curador ou curadora. Neste mesmo sentido, as adaptações literárias e “work for hire” nas animações mostram, através de profissionais como o poeta Fabrício Carpinejar, suas atribulações. 

Na sessão “Gullane apresenta:”, a junção de artistas reconhecidos – até mundialmente -, a exemplo da cineasta Laís Bodanzky e o editor de filmes como Cidade de Deus, Daniel Rezende, dialogam sobre a imagem do Brasil no exterior e refletem sobre a pouca oportunidade de crescimento para quem não tem ao lado um financiamento expressivo. Em um bate papo franco, os cineastas revelam como vêem sua reputação internacional e tracejam o caminho que percorrem até tal recognição.

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No último dia, a Expocine separa um momento dedicado a Ancine: Alex Braga Muniz, presidente interino da Agência Nacional do Cinema, é o centro de uma discussão que permeia a visão da distribuição e exibição pelo órgão atualmente. O evento ainda contempla uma conversa feita por artistas do sexo feminino, tais quais Alessandra Casolari, da Netflix, e Carolina Fioratti, roteirista e diretora, com a temática da pós-produção e seus novos métodos. 

Destinado a exteriorização dos pareceres em volta do futuro e da reconstituição da indústria cinematográfica após empecilhos inesperados como a pandemia de COVID-19, que, aliás, fez com que toda área se reinventasse, o fechamento de Expocine se dedica aos efeitos pandêmicos, a retomada do setor e os investimentos para seu “ressurgimento”. Representantes da Paris Filmes, do Secretariado da Cultura e Economia Criativa do Estado de SP, e do French National Film Fund (The CNC), entre outros, fecham a edição de 2021 do evento.

Laisa Limahttp://estacaonerd.com
Uma mistura fictícia de Grace Kelly, Catherine Deneuve e Brigitte Bardot versão subúrbio carioca do século 21.

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