“A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai (“Espero tua (Re)volta”), conquistou o prêmio de Melhor Feito Técnico-artístico da competição Ibero-americana de Documentários, no Festival de Internacional de Cinema de Guadalajara (FICG), no México. Segundo o júri do evento, a honra se deve ao êxito do filme em “usar uma abordagem lúdica para retratar a vida de garotas adoráveis com alegria, dentro de uma realidade complexa. Destacando elementos como fotografia, som, edição e direção, ele alcança congruência com a visão da diretora. Uma equipe completa, cúmplice na construção de um mundo, mistura sonhos, desejos e realidade.”
“É uma grande honra receber este prêmio por ‘A Fabulosa Máquina do Tempo’, um filme que acompanha garotas de 7 a 12 anos no interior do Brasil. Através do olhar delas, entendemos como essas meninas, que emergiram da pobreza, questionam o machismo estrutural e acessam muito mais oportunidades de sonhar do que as gerações anteriores. Dedico este prêmio às meninas de Guaribas,a todas as crianças do mundo,” celebrou a diretora Eliza Capai, no discurso de agradecimento na cerimônia de premiação realizada no último sábado, 24, no México.
“A Fabulosa Máquina do Tempo” é uma produção da Amana Cine em coprodução com Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil e apoio da Riofilme, e iniciou sua trajetória no Festival de Berlim, esgotou sessões e encantou o público. O longa vem fortalecendo a presença do cinema brasileiro no circuito de festivais, passando também pelo É Tudo Verdade, principal festival de documentários da América Latina; Thessaloniki International Documentary Festival, na Grécia; Festival Cinematográfico Internacional del Uruguay; e Festival Internacional de Cine de Cartagena de Índias, na Colômbia.
Rodado no Piauí, “A Fabulosa Máquina do Tempo” acompanha de perto um grupo de meninas, que, através de conversas e brincadeiras, revelam um universo lúdico que dialoga diretamente com temas que vão desde a complexidade do casamento e das diferenças de gênero até as alegrias da infância.
A realização do filme contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) – Ancine/BRDE. A distribuição nos cinemas brasileiros fica por conta da Descoloniza Filmes e as vendas internacionais com a Split Screen.


