qui, 1 dezembro 2022

Fim de Semana de Clássicos | Avatar (2009)

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Em 2009 surgiu Avatar, ficção científica dirigida por James Cameron, responsável pela maior bilheteria de todos os tempos. É bizarro imaginar que fazem quase treze anos desde o seu lançamento, muitas pessoas (inclusive eu) eram extremamente jovens, algumas nem eram nascidas. É fato que o impacto causado por esse longa é difícil de descrever por completo, é realmente ligado ao esqueleto do filme: não precisa explicar, apenas veja.

Anos e anos depois, finalmente as continuações pensadas por Cameron começam a criar vida, em dezembro de 2022 será lançado Avatar- O Caminho da Água. Como preparação a Disney retirou de seu streaming e agora relança para os cinemas (de novo!) com uma restauração 4k de altíssimo nível, se adaptando as tecnologias atuais. Com todos os avanços surgidos no audiovisual, será que a obra continua tão impactante como em seu ano de lançamento?

No exuberante mundo alienígena de Pandora vivem os Na’vi, seres que parecem ser primitivos, mas são altamente evoluídos. Como o ambiente do planeta é tóxico, foram criados os avatares, corpos biológicos controlados pela mente humana que se movimentam livremente em Pandora. Jake Sully, um ex-fuzileiro naval paralítico, volta a andar através de um avatar e aos poucos conecta-se com o povo nativo.

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É impressionante notar a imersão criado por James Cameron: um mundo artificial criado todo pelo CGI, desde a fauna, flora, ambientes internos e externos (de Pandora), é tudo simplesmente perfeito. A captura de performance idealizada pelo diretor e sua equipe é uma revolução no cinema, um novo patamar na atuação e captura. Enquanto elementos como 3D e CGI viraram uma piada nos tempos atuais, Avatar se utilizou de forma avassaladora, convidando seu público para uma experiência única. Mais tarde tornando a ferramenta uma tendência em quase todo filme blockbuster da época.

De forma inteligente, a imersão 3D do filme aumenta conforme vamos descobrindo Pandora junto com o  Jake. Cada animal, cada planta, cada detalhe é potencializado com a tecnologia dos óculos e chegando ao final, estamos totalmente imersos e apaixonados por toda essa vida criada por meio do computador.

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É um filme de estrutura simples, a história é tipicamente conhecida. Tem tudo aqui: o estranho se relacionando com um povo diferente, o vilão totalmente maléfico, a nativa que começa em desconfiança ao estrangeiro, mas aos poucos se conecta. É uma estrutura muito parecida com outros filmes como Pocahontas e Dança com Lobos, inclusive Cameron admitiu: “Eu apenas recolhi todo este material e em seguida, o olhei através das lentes da ficção científica e o filme saiu muito diferente. Mas ainda é reconhecível como uma maneira universal de contar histórias”. E de fato é, mas o mundo e a paixão construída aqui eleva o material de uma forma única, não a toa está presente na cultura até os dias de hoje.

Avatar é muito lembrado pelo fator revolucionário tecnológico, mas existe um fator pessoal do diretor, justamente seu lado ativista. De maneira simples e impactante ele consegue transmitir para os vilões do filme toda essa parte maléfica do furto de recursos, e consequentemente o choque com o povo Na’vi. Um total espelho do mundo naquele tempo, e infelizmente pior ainda nos dias atuais.

Em um relançamento agradável, Avatar retorna para sua principal casa: o Cinema. Incrivelmente envelheceu bem, traz aquele vigor dos blockbusters mais queridos, apresenta uma tecnologia insuperável(até então!)e dando de goleada em diversas produções pós 2009( cof cof Marvel ). A maior contribuição nos blockbusters modernos para o cinema? Provavelmente sim, a façanha de unir tecnologia absurda e uma história envolvente, e consequentemente render algo inesquecível e lucrativo sempre será lembrado na cultura pop.

Depois de anos de pandemia, o cinema está voltando e novamente aqui ou lá entregando obras que justificam a experiência ser em uma tela gigante, vide Top Gun: Maverick. É fato que rever essa obra traz bastante sentimento e alegria, você apenas aceitar e sentir tudo aquilo que está passando durante duas horas e meia. Evidentemente James Cameron está em outro nível de sua carreira, literalmente construindo mundos e botando seu público para apreciar, pedindo que não reclamem da demora de lançar ou da duração final do filme. Sem medo nenhum, que venha Avatar- O Caminho da Água, e quem sabe revolucione novamente o cinema. Cameron nunca esteve tão certo.

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