qui, 13 junho 2024

Fim de Semana de Clássicos | Rocky: Um Lutador (1976)

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Existem filmes no cinema que possuem uma abordagem com amor e carinho quanto ao projeto que acabam eternizadas na cultura da sétima arte. No caso de Rocky: Um Lutador, existe um paralelo impressionante com a vida do então novato Sylvester Stallone. Com a escrita do longa finalizada, o ator foi atrás de estúdios para comprar os direitos da até então desconhecida obra de esporte/drama, mas ele tinha apenas uma condição: só venderia o roteiro se o papel principal fosse dele, após inúmeros “não” os produtores Irwin Winkler e Robert Chartoff aceitaram as exigências do ator. Com orçamento limitado por conta do risco de um desconhecido no papel principal, as filmagens foram realizadas em apenas 18 dias e com o posterior lançamento para o grande público, a obra de tornou aclamada entre a crítica e público, transformando o então desconhecido “Sly” em astro, e o personagem Rocky num verdadeiro mito do cinema.

Rocky Balboa, um pequeno boxeador da classe trabalhadora da Filadélfia, é arbitrariamente escolhido para lutar contra o campeão dos pesos pesados, Apollo Creed, quando o adversário do invicto lutador agendado para a luta é ferido. Durante o treinamento com o mal-humorado Mickey Goldmill, Rocky timidamente começa um relacionamento com Adrian, a invisível irmã de Paulie, seu amigo empacotador de carne.

É curioso notar a influência desses tipos de filmes ao estilo “nunca desista” ou “perseverança acima de tudo”, são legados deixados tanto pela história quanto o seu personagem que repercutem até hoje na cultura. Não à toa temos as atuais continuações/Reboot de “Creed”, com a já famosa passada de bastão quanto ao protagonismo desse universo criado pelo Sly. Rocky é um verdadeiro mito do cinema, todo o seu ensinamento quanto problemas financeiros, a dificuldade de se provar quanto quem você é ou o que você quer se tornar, tudo isso é transmitido de uma forma sensível nas impactantes duas horas da obra.

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São incontáveis momentos onde podemos relacionar com a dita “magia do cinema”, a impressionante força desse filme em ultrapassar a tela e acabar emocionando qualquer pessoa, mesmo o público não tendo uma ligação forte com o esporte, no final das contas o que é a prova de superação do personagem são os constantes “bloqueios” e força de vontade nas lutas diárias que sua vida oferece. A abordagem quanto aquela vida levada é completamente questionável, o personagem leva um cotidiano ligado ao crime, funcionando de bico como cobrador de um agiota, cedo ou tarde isso iria ou já acabou com sua vida, seu treinador Mickey já deixou claro sua insatisfação com a escolha de seu antigo aluno, tendo assim a famosa chance de ouro em uma oportunidade pra lá de sortuda, ao lutar com o já consolidado e incrível Apollo Creed.

Tanto que ao seu final, a vitória ou derrota não o interessa após a inacreditável resistência quanto ao profissional adversário. Apenas seu amor, admiração e aprovação por sua amada, Adrian. Com um relacionamento um tanto questionável em relação a alguns valores machistas, mas nada que tire você de todo a magnetização desse relacionamento marcado pela busca de afeto e menosprezo de outros por conta de fracassos ou escolhas erradas quanto a vida. É um argumento provado com a cena final da obra, onde Rocky nem ao menos assimila tudo o que ele acabou de passar ali, em uma determinada passagem do filme, o personagem comenta que seu objetivo era sobreviver os quinze rounds da luta e não perder por nocaute, coisa que até então nunca tinha acontecido contra o lutador Apollo.

E entre vindas e idas do drama de Rocky: Um Lutador, existe o espaço para o esporte, posteriormente virando o principal destaque nos outros filmes da franquia, talvez sendo o chamariz inicial para convidar novos fãs da franquia. Esse rápido, porém eficiente recorte de uma longa e dolorosa batalha de Rocky em sobreviver até o último sino, tanto na fisicalidade quanto expressões convencem para aquele duelo magnífico entre veterano e novato.

O inesquecível tema “Gonna Fly Now” de Bill Conti transmite toda a persistência e admiração que temos com este personagem. Enquanto de maneira improvisada procura treinar e se preparar para aquela que seria uma das maiores batalhas de sua vida, Rocky corre entre as ruas da Filadélfia e sobe aquelas escadas que futuramente se tornariam um lugar tão querido e visitado por milhares de fãs da saga. Impossível não se sentir bem e motivado com tanto amor transmitido pelo personagem, desde duas frases impactantes e tanto peso que ele carrega da vida, a simples e singela interpretação de Stallone trazem a humanidade natural consigo. É por essas e outros motivos que tornam Rocky: Um Lutador este filme lendário do cinema, tanto na história contada, trilha sonora e a revelação de uma figura atemporal da cultura, servindo de exemplo até os dias de hoje. Uma lição para nunca desistirmos ou esquecermos a busca pelo sucesso.

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