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Fim de semana de Clássicos | Top Gun – Ases Indomáveis

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Explorando novamente Top Gun: Ases Indomáveis é possível perceber a honestidade pura do diretor Tony Scott, ele visa uma produção que retrata o fato de “viver a vida intensamente”, reproduzindo essa frase parece algo cafona ou simplesmente descartável, mas justamente por causa das manobras radicais, as rivalidades entre pilotos, a paixão proibida entre instrutora e aluno, e a música tão intensa e inesquecível que o torna em um clássico da adrenalina hollywoodiana.

A escola naval de pilotos é onde o melhor dos melhores treinam para refinar suas habilidades de voo de elite. Quando o piloto Maverick é enviado para a escola, sua atitude irresponsável e comportamento arrogante o colocam em desacordo com os outros pilotos, especialmente Iceman. Porém Maverick não está apenas competindo para ser o piloto superior de caça, ele também está lutando pela atenção de sua bonita instrutora de voo, Charlotte Blackwood.

É quase instantâneo perceber as diversas cenas com o tom de videoclipe, as poses encenadas dos personagens, eles estão apenas celebrando suas vidas. Jeffrey Kimball( diretor de fotografia) reproduz muito bem o calor da Califórnia, mistura o romance e ação lindamente, obviamente intensificado. Em um cenário que remete muito o ambiente colegial, é possível destacar os interruptos confrontos de Maverick, seja com colegas, instrutores, amantes e até consigo mesmo. É quase como se fosse um ciclo vicioso. A famosa frase: “Eu sinto a necessidade. A necessidade por velocidade”, nunca deixou isso tão claro.


A trilha sonora de Top Gun: Ases Indomáveis capta tão bem esse clima do filme, ela eleva toda a adrenalina, traz uma espécie de “tesão” para o filme. Mas não apenas físico, uma intensidade nas amizades e rivalidades, tanto que após o momento da morte do “Goose”, o conflito vira interno, Maverick repensa toda sua jornada, consequências de uma vida levada ao limite. Destaque para “Danger Zone” e o grande sucesso “Take My Breath Away”, ambos representam muito bem a obra, a mistura absoluta de irmandade, aquele universo é tudo que eles precisam.

Interessante acompanhar o começo de carreira de Tom Cruise, talvez um dos melhores atores de ação já concebidas por Hollywood. Aqui, seu personagem é a base dos conflitos do filme, ele encarna muito bem a adrenalina e vigor presente no longa. Existem diversas cenas que passam a sensação da consumação do conflito amoroso, e que pelo menos duas vezes não acontece, nos deixando cada vez mais intensos e envoltos nesse teatro de sensações de Tony Scott. Ele convence, mesmo através de um roteiro em segundo plano, operando no conflito simples entre pilotos, e um romance com química questionável, deixando de lado a potencial trama de Maverick em superar seu falecido pai, e todo esse questionamento interno imposto pelo personagem.

Top Gun, em muitos sentidos, consegue dialogar com as gerações, seja pelo magnetismo de Tom Cruise, a belíssima e atemporal trilha sonora, ou até mesmo a linda cinematografia de uma San Diego invejável. Em alguns momentos, existe um sentimento de querer estar lá, ter pelo menos 1% daquela adrenalina passada pelos personagens. Em alguns legados deixados por essa obra, talvez o que mais se destaca é sua honestidade na cafonice, o mais puro e belo retrato de uma época. Afinal de contas, o objetivo é sempre deixar o público sem fôlego.

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