Grandioso, espetacular e extremamente “ingênuo”. É a melhor definição para “Independence Day: O Ressurgimento”. Assim como o primeiro filme, o segundo é coberto por cenas de ação, absurdos que chegam no limite do crível, atuações em segundo plano, divertido e coberto de reviravoltas previsíveis. Mas isso não tira o charme do filme nem por um segundo. O diretor Roland Emmerich – conhecido por seus filmes de grandiosas tragédias, como “O dia depois de amanhã” e o próprio “Independence Day” – vem com tudo com um filme ainda mais desproporcional que o primeiro.

Na história, 20 anos se passaram desde o primeiro ataque alienígena que quase dizimou o planeta terra. Por conta disso, a humanidade evoluiu utilizando da tecnologia alienígena deixada para trás após a vitória dos terrestres. Além dos avanços em infraestrutura, chegamos a tão sonhada paz mundial. Infelizmente a festa é mais uma vez estragada com a chegada de uma segunda nave-mãe superior a primeira.

No elenco temos o saudoso retorno de Bill Pullman como o presidente Thomas J. Whitmore, agora barbudo e meio louco – que faz um papel impecável com seu personagem -, Jeff Goldblum e Judd Hirch repetem – mesmo que por um período muito menor do que gostaríamos – a relação engraçada de pai e filho do Dr. David Levinson e seu pai Julius. Mas quem realmente toma a cena é Brent Spiner retornado como o Dr. Brakish Okun. As novidades no elenco estão com Liam Hemsworth no papel do piloto rebelde Jake Morrison e Jessie T, Usher que faz Dylan Hiller, filho do capitão Steven Hiller papel que Will Smith fez no primeiro filme e deixa uma saudade que não é suprida pelas fotos em que ele aparece durante o filme.

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Fez falta.

O filme, que toma o tom de destruição em maiores proporções que o primeiro, o que já poderia ser visto nos trailers, não deixa nada a dever no quesito tecnologia para cinema. E, claro, notoriamente, quanto mais destrutivo for o filme, mais sucesso ele alavanca. Instinto de auto destruição humano impera em Hollywood, e sempre é bem visto.

Todas as cenas são extremamente bem trabalhadas, não notei nenhum equívoco em cenas na terra ou fora dela.

O segunda ato do filme deixa o ritmo mais lento, na tentativa de construir uma história, acaba abrindo espaço para algumas brechas que ficam meio perdidas.

Já no terceiro ato, existiu uma divisão de roteiro, onde, inicialmente é tudo muito frenético, depois meio moroso, e volta a ser frenético. Causa uma confusão em “quebrar” a adrenalina, mas nada que atrapalhe a diversão.

O maior erro do filme é fazer com que TUDO se passe no dia 4 de Julho. Seria impossível transcorrer tudo em um dia só.

Como qualquer obra de ficção científica temos duas opções, entramos na brincadeira e deixamos de lado os absurdos, ou ficamos revoltados. Por questões de querer ser uma pessoa mais feliz eu sugiro a primeira.

*Com colaboração de Uillian Magela