Nos meados de 2016 quando saiu a notícia de que haveria uma continuação de Jumanji, confesso que fui uma das várias pessoas que fechou a cara e disse “pra que fazer isso?” e esperei o pior. Bom amiguinhos, estava enganado. A continuação Jumanji: Bem vindo à selva é divertida e presta boas homenagens a saga original.

Vamos a trama que é bem simples é direta. Quatro adolescentes estão jogando um videogame cuja ação se passa, advinha? Isso em Jumanji !!! Eles escolhem avatares para a aventura que são interpretados por Dwayne Johnson (Velozes & furiosos 7), Karen Gillan (Guardiões da galáxia), Jack Black (Escola do Rock) e Kevin Hart (Policial em apuros). Mas um evento inesperado faz com que os jogadores sejam transportados para dentro do jogo.

O elenco de Avatares tem uma química incrível, destaque para Jack Black que está hilário, interpretando, uma adolescente fútil sem cair na caricatura e dando muito mais profundidade a personagem. Johnson e Hart tem uma química mil vezes melhor que a de todo grupo adolescentes que aparece no filme e fazem com que o espectador crie uma relação empática com eles. O destaque negativo do quarteto é Karen Gillan, mas nada que atrapalhe sua diversão.

Os efeitos especiais são um dos pontos fracos do filme, há momentos em que eles estão incríveis, porém em outros o CGI dá vergonha de tão mal aplicado. O vilão é outro ponto falho, em momento algum ele é ameaçador, porém entende-se que isso é culpa do roteiro que não permite um aprofundamento dele ou de qualquer outro personagem visto em Jumanji.

Jumanji: Bem vindo à selva, trás alguns easter eggs bacanas para os mais atentos e uma bonita homenagem a Robin William conectando assim as duas tramas. Essa homenagem está relacionada ao personagem de Nick Jonas, mas não direi qual para não estragar as surpresa. O final do filme é clichê e não surpreende nem um pouco.

Em resumo, a continuação de Jumanji é uma divertida aventura e garantia de boas risadas, porém possui algumas falhas no roteiro, mas nada que estrague a sua diversão.