Lançamento Intrínseca | Oceano sem lei

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Vencedor do prestigioso prêmio Pulitzer, Ian Urbina apresenta um trabalho investigativo inédito sobre a realidade de quem atua em um dos espaços naturais menos policiados do nosso planeta. Oceano sem lei, que chega às lojas em junho pela Intrínseca, é fruto da experiência vivida em uma jornada de 40 meses. O jornalista norte-americano percorreu mais de 400 mil quilômetros, visitou 40 cidades de todos os continentes e navegou mais de 12 mil milhas náuticas por cinco oceanos e vinte mares para oferecer um relato surpreendente e inédito sobre histórias e vidas que se perdem na imensidão azul.

O livro teve origem em uma série de reportagens inovadoras escritas pelo autor e publicadas pelo The New York Times, que rendeu a Urbina sete importantes prêmios e foi o ponto de partida para a criação de The outlaw ocean project (https://www.theoutlawocean.com/) — organização de jornalismo investigativo sem fins lucrativos que produz histórias de grande impacto sobre a ilegalidade e a diversidade de abusos que ocorrem em alto-mar em todo o mundo. Em tom de diário de viagem, o jornalista conta histórias de coragem, brutalidade e sobrevivência ao revelar uma rede global de crime e exploração vinculada às indústrias da pesca, do petróleo e da navegação, fundamentais para a economia mundial.

Imagem: divulgação Intrínseca

As aventuras de Urbina vão desde presenciar um conflito armado entre dois países, com reféns dos dois lados no mar da China Meridional, naufrágios e inícios de motins até a descoberta de um depósito de armas marítimo no golfo de Omã. Um dos episódios mais empolgantes foi acompanhar o trabalho de ambientalistas justiceiros, que no Atlântico Sul perseguiram o barco de pesca ilegal mais procurado pela Interpol e também caçaram e importunaram o último baleeiro do Japão. “Meu objetivo não era apenas relatar a situação difícil dos escravos embarcados, mas também dar vida ao elenco completo de personagens que vagam pelo alto-mar. Esse elenco incluía ambientalistas justiceiros, ladrões de naufrágios, mercenários marítimos, baleeiros insubordinados, cobradores de dívidas, barcos que oferecem aborto em alto-mar, descarregadores de óleo clandestinos, caçadores difíceis de pegar, marinheiros abandonados e clandestinos à deriva”, conta Urbina.

O Brasil tem destaque no capítulo que relata o embate entre pesquisadores brasileiros e companhias interessadas em perfurar o solo oceânico em nosso litoral. Essas empresas ganharam, em 2013, concessão do governo para explorar a área em busca de petróleo, mas desistiram depois que o Greenpeace auxiliou os cientistas na realização de um estudo que provava a existência de corais na área de recifes — um ecossistema vivo e rico que fornece proteção e alimentação a diversas formas de vida marinha.

Além de ser um raro trabalho investigativo sobre as manobras silenciosas que ocorrem nos mares de todo o planeta, Oceano sem lei lança luz sobre a legislação praticamente inexistente  que permite casos como o vazamento de 5 mil toneladas de óleo na costa brasileira em 2019 — cuja origem até hoje é desconhecida. Com riqueza de detalhes, Ian Urbina traz à tona, pela primeira vez, a realidade perturbadora do mundo flutuante que nos conecta: um lugar onde qualquer um pode fazer qualquer coisa porque ninguém está vigiando.

“É impressionante o feito de Urbina — encontrar pessoas na vastidão azul
que as cerca e situa, tanto no mapa quanto em nossas mentes […]. O autor
apresenta questões complicadas, seja falando sobre as leis trabalhistas
tailandesas que possibilitam a escravidão no mar, seja retratando em
primeira mão o modo como as bandeiras, que deveriam facilitar o rastreio
dos navios, convenientemente os ajudam a desaparecer.”
The Washington Post

Oceano sem lei, de Ian Urbina

Editora Intrínseca
Tradução: Lívia de Almeida
Páginas: 592
Livro impresso: R$ 79,90
E-book: R$ 54,90
Geórgia Amorimhttp://estacaonerd.com
Formada em Produção Publicitária pela FMU, e em Eventos pelo Senac SP, Redatora desse site maravilhoso, e com saudades de uma aglomeração! <3 Segue no Instagrão @GeorgiaAmorim

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