qui, 29 setembro 2022

O Debate estreia nesta quinta em 41 cidades do Brasil

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O Debate, longa-metragem escrito pelos roteiristas e diretores Jorge Furtado e Guel Arraes, chega aos cinemas nesta quinta, dia 25 de agosto com distribuição da Paris Fillmes. Adaptação do livro homônimo escrito em 2021 pela dupla, o filme marca a estreia de Caio Blat na direção de longas-metragens e tem produção da Giros Filmes e Sul Audiovisual. A ficção, estrelada por Debora Bloch e Paulo Betti, foi rodada em junho de 2022, no Rio de Janeiro, e acompanha os bastidores do último debate presidencial antes do segundo turno das eleições no Brasil atual.

“Dirigir já era um desejo antigo e um caminho natural: nos últimos anos e trabalhos tenho me envolvido cada vez mais com a direção; na pandemia eu dirigi o especial “Amor e Sorte”, com a Luísa Arraes, que foi o primeiro programa remoto de ficção da Globo. “O Debate” juntou os dois temas mais importantes para mim: amor e política”, afirma o diretor Caio Blat, que faz uma participação especial também como ator.

“Temos vários debates no filme – a separação deles, por um lado, as discussões sobre a relação, o ciúme, a monogamia, etc, e, por outro, a complexidade do momento da eleição, a pandemia e os problemas que assolam a sociedade brasileira. O casal discute bastante o processo informativo e seus aspectos éticos. O filme reflete sobre a importância da democracia e do papel da mídia na formação de uma consciência coletiva”, conta a atriz Debora Bloch.

“Um dos principais temas é o poder dos grandes meios de comunicação e a manipulação das notícias a favor de um ou de outro candidato, de uma ou outra ideologia, acho que isso é o central do filme; o debate e como eles vão editá-lo. Isso remete a outros debates e como a edição deles influenciou no resultado das eleições. É um filme pulsante que fala sobre algo que está acontecendo no Brasil hoje”, declara o ator Paulo Belli.
 

Como se estivesse dentro da redação de uma emissora de TV durante o debate ao vivo, o espectador vai assistir ao embate ético, moral e ideológico entre o editor-chefe e a apresentadora, Marcos (Paulo Betti) e Paula (Debora Bloch). A recente separação da dupla depois de 17 anos de casamento permeia o roteiro, invadindo a intimidade do casal que se ama profundamente, mas decide se separar. Em tempo real e em flashbacks, eles divergem sobre monogamia, sexo, desejo, ciúme e liberdade, extrapolando o tema político.
 

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No filme, que não cita nomes dos candidatos, o atual presidente, de extrema direita, não compareceu a nenhum debate no primeiro turno e está quase empatado com o candidato da esquerda. Agora, na véspera do segundo turno, com grande número de eleitores ainda indecisos, o encontro dos adversários na TV ganha uma importância ainda maior e terá uma imensa audiência.
 

O enorme respeito, admiração e cumplicidade que existem entre os dois jornalistas não impedem que eles tenham visões distintas sobre como devem conduzir a edição dos melhores momentos do debate que a TV vai exibir – e que pode interferir na escolha de centenas de milhares de eleitores. O filme se passa durante o debate ao vivo, enquanto, nos bastidores, Paula tenta convencer o chefe de que eles precisam se posicionar politicamente no ar e tentar interferir no resultado das eleições. Eles estão “do mesmo lado” politicamente, mas Marcos se recusa, sob o argumento de preservar a imparcialidade, que é prerrogativa ética do jornalismo.
 

Minutos antes de anunciar o início do debate, Paula recebe o resultado de uma pesquisa de opinião que poderia ajudar a definir a eleição, mas ainda não foi registrada no TSE, por isso não pode ainda ser divulgada. O que fazer? Noticiar a pesquisa e interferir na disputa política cometendo um crime em “benefício do país” ou respeitar a lei e favorecer o atual presidente omitindo os dados?

Paula e Marcos discordam em diversos pontos, o que gera acirradas discussões ideológicas em tom muitas vezes exaltado. A ideia de escrever O Debate surgiu de conversas semelhantes entre os autores, Guel Arraes e Jorge Furtado, que são parceiros desde os anos 1990 e, nos últimos anos, se viram envolvidos em conversas cada vez mais frequentes sobre política.

O Debate discute o poder da mídia, a polarização política no país, a politização da pandemia, além de assuntos como porte de armas, milícia e aborto – algumas pautas tão atuais que, apesar de não estarem no livro, foram inseridas no roteiro durante as filmagens. 

A tensão do filme aumenta quando chegam à redação notícias confirmando novos casos de contágio pela Sigma, uma nova variante do Coronavírus, mais letal que a Delta e mais contagiosa que a Omicron. A nova onda entra em pauta como tema do último bloco do debate e pode definir o futuro político do Brasil.

O DEBATE ESTREIA EM: ARACAJÚ, BARUERI, BELÉM, BELO HORIZONTE, BLUMENAU, BRASÍLIA, CAMPINAS, CAMPO GRANDE, CANOAS, COTIA, CUIABÁ, CURITIBA, FLORIANÓPOLIS, FORTALEZA, GOIÂNIA, GUARULHOS, JABOATÃO DOS GUARARAPES, JOÃO PESSOA, JUIZ DE FORA, JUNDIAÍ, MACEIÓ, MANAUS, NATAL, NITERÓI, OLINDA, PORTO ALEGRE, RECIFE, RIBEIRÃO PRETO, RIO DE JANEIRO, SALVADOR, SANTA MARIA, SANTO ANDRÉ, SÃO BERNARDO DO CAMPO, SÃO JOSÉ, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SÃO LUIS, SÃO PAULO, SOROCABA, TERESINA, UBERLANDIA E VITÓRIA.

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Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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