Por que assistir? Crítica 4ª Temporada de Orange Is The New Black

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O conteúdo da série produzida pela Netflix já é conhecido: a história de vida de Piper Chapman, uma mulher comum, que teve sua vida virada de ponta cabeça após ser condenada por um crime de tráfico de drogas há anos atrás.

A série que gozava de um tom mais cômico e jocoso, se transformou drasticamente. Temas como relacionamentos homo afetivos entre as detentas, traições e problemas familiares eram outrora abordados com uma sensibilidade diferente, com uma veia na comédia, dando um tom mais cartunesco a trama.

Porém, nessa Quarta Temporada, a história das detentas aborda um problema da sociedade: A segregação racial. A penitenciária federal Litchfield recebe novas detentas e, com isso se dá a (tão conhecida em terras tupiniquins) superlotação.

Devido a tanto, os grupos étnicos separam-se dentro do ambiente carcerário e começam a lutar pela superioridade e autonomia de suas próprias raças e grupos, usando todas suas armas e engenhosidades para conseguirem ter o controle de Litchfield.

L-R: Danielle Brooks, Samira Wiley, Lea DeLaria, Laverne Cox, Lori Petty, Taryn Manning, Uzo Aduba, Taylor Schilling, Laura Prepon, Natasha Lyonne, Yael Stone, Ruby Rose, Kate Mulgrew, Selenis Leyva, Dascha Polanco
L-R: Danielle Brooks, Samira Wiley, Lea DeLaria, Laverne Cox, Lori Petty, Taryn Manning, Uzo Aduba, Taylor Schilling, Laura Prepon, Natasha Lyonne, Yael Stone, Ruby Rose, Kate Mulgrew, Selenis Leyva, Dascha Polanco

Dito isso, é hora de abordarmos as questões técnicas de OITNB. As atuações surpreendem, afinal, a mudança de tom exigiu muito das atrizes em destaque. Suzanne “Crazy Eyes” Warren (Uzo Aduba) merece uma atenção especial devido a certeira atuação ao vivenciar os conflitos e preconceitos vividos nesta temporada. Não é a toa que a atriz angariou um EMMY por seu papel na série. O roteiro não deixou a desejar, e o desenrolar da trama consegue prender um pouco mais da atenção do público. Nos emocionamos e torcemos por nossas personagens prediletas, algo que tem que estar presente em obras do gênero.

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Uzo Aduba, ganhadora do EMMY por seu papel em OITNB
Uzo Aduba, ganhadora do EMMY por seu papel em OITNB

Embora a séria tenha um hype, até certo ponto justificado por seu ótimo início, deu uma leve “escorregada” na 3ª Temporada. Os questionamentos internos e profundidade das personagens foram pontos esquecidos, bem como as adversidades no universo LGBT, que acima de tudo, são o grande argumento da série.

Entretanto, a presente temporada veio para mudar o pensamento de quem havia desistido de assisti-la. Os personagens e as tramas irritantes e desinteressantes foram desaparecendo aos poucos, dando lugar a quem realmente vale a pena dedicar algumas horas em frente a TV.

Piper, nossa protagonista, em cena de OITNB.
Piper, nossa protagonista, em cena de OITNB.

Em geral, questionamentos relevantes são abordados, fazendo com que personagens assimilem características que os colocam em prateleiras definidas. Vilões e Heróis ( ou melhor, vilãs e heroínas), estão mais bem divididas, o que facilita o grande público a lidar com as problemáticas. Contraditório pensarmos que, internamente todas possuem um certo bem e um certo mal, característica esta que possibilita as diversas nuances que os roteiristas podem abordar.

OITNB mostrou que pode se superar e entregar um conteúdo de qualidade aos espectadores. E que, mesmo após uma temporada claudicante, foi hábil e certeira a abordar temas sociais que precisam ser levados em consideração. A sociedade e o mundo atual precisam de questionamentos desse calibre.

  • Colaboração Especial : Giovanna Bartho

Onde?  1ª a 4ª Temporadas disponibilizadas no NETFLIX.

Revisão Crítica

OITNB
Fernando Ferrazhttp://52.44.60.28
Cinema e Direito. Séries, games e livros. Quadrinhos e super-heróis. Fotos e críticas. Política e Esportes. Sofá e Cama. @ferrazfe @cinemacomfritas

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