Após conquistar quatro prêmios do Cine PE com “Espero tua (Re)volta”, Eliza Capai retorna ao festival com “A Fabulosa Máquina do Tempo”. O premiado documentário ganha exibição nesta sexta-feira, 5 de junho, no Cinema do Teatro do Parque, e integra a Mostra Competitiva de Longas-metragens, disputando o Troféu Calunga com outros cinco títulos. Como parte da programação do evento, o longa também é pauta de debate no sábado, 6, na sala de coletivas do Novotel Recife Marina. A diretora Eliza Capai e a produtora Mariana Genescá estarão presentes em ambas as programações.
A participação de “A Fabulosa Máquina do Tempo” na 30ª edição do Cine PE ocorre logo após ao que a equipe do filme chama de “sessão afetiva”, que ocorreu na cidade em que a produção foi filmada, Guaribas, no Piauí. O evento reuniu a produção do documentário, suas protagonistas, amigos e familiares em uma sessão ao ar livre, tornando-se a primeira experiência de assistir um filme em tela grande para muitos dos espectadores, que não têm acesso à cinema na própria cidade ou na região.
“A Fabulosa Máquina do Tempo” é uma produção da Amana Cine em coprodução com Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil e apoio da Riofilme, e iniciou sua trajetória no Festival de Berlim, onde abriu a Mostra Generation Kplus, esgotou sessões e encantou o público. O longa vem fortalecendo a presença do cinema brasileiro no circuito de festivais, passando também pelo Festival de Internacional de Cinema de Guadalajara (FICG), no México, onde recebeu o prêmio de Melhor Feito Técnico-artístico da competição Ibero-americana de Documentários; pelo É Tudo Verdade, principal festival de documentários da América Latina; Krakow Film Festival, na Polônia; Festival Internacional de Cine en Puerto Vallarta, no México; Thessaloniki International Documentary Festival, na Grécia; Festival Cinematográfico Internacional del Uruguay; e Festival Internacional de Cine de Cartagena de Índias, na Colômbia.
Rodado no Piauí, “A Fabulosa Máquina do Tempo” acompanha de perto um grupo de meninas, que, através de conversas e brincadeiras, revelam um universo lúdico que dialoga diretamente com temas que vão desde a complexidade do casamento e das diferenças de gênero até as alegrias da infância.
A realização do filme contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) – Ancine/BRDE. A distribuição nos cinemas brasileiros fica por conta da Descoloniza Filmes.


