Resenha | Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley

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Título: Admirável Mundo Novo
Autor: Aldous Huxley
Editora: Globo de Bolso
Ano: 2009
Número de páginas: 398

Sinopse de Admirável Mundo Novo

Ano 634 df (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (precondicionados) têm comportamentos (preestabelecidos) e ocupam lugares (predeterminados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime.

Os conceitos de “pai” e “mãe” são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, “Admirável Mundo Novo” é um dos livros mais influentes do século 20.

 

Resenha de Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley

Primeiro, eu confesso que desconhecia detalhes sobre o autor e mesmo da obra. Apenas sabia que era um clássico de ficção científica. Então, sem qualquer referência, comecei a ler e de cara, não gostei (tão eu!!!). A leitura não flui e por vezes é bem confusa. O autor vai misturando diálogos de personagens que nem estão no mesmo ambiente. Um artifício curioso/diferente mas que não chega a ser empolgante.

Sobre a história, bem, esse ponto merece um parenteses: tenho plena consciência de que li essa obra fora do tempo e totalmente descontextualizada. A parte de ficção científica pra época em que a estória foi contada pela primeira vez deve ter sido, sem dúvida, surpreendente. O universo futurista criado por Aldous Huxley, autor do livro, consegue impressionar levando em consideração o ano de lançamento da obra, 1932. É possível compreender como a humanidade chega naquele momento “evolutivo”, há justificativas suficientes para se acreditar na possibilidade daquele novo mundo. Pelo menos para mim, aqui de 2018, parece que sim.

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Em 1930 certamente foi um escândalo negar Deus, a Família, o puritanismo e a organização social da época, e ainda ter que lidar com uma tecnologia que mesmo em 2018 ainda parece distante. Criar humanos em laboratórios, manipulando e condicionando-os desde o embrião. Uau! Sem falar do consumo deliberado de drogas para “esquecer/ser feliz”, da liberdade sexual, da divisão da sociedade, enfim… Isso, aliás, é praticamente o que temos hoje em dia.

Porém, hoje, quando já convivemos com tanta tecnologia, e já assistimos e lemos tantas histórias de ficção científica como Matrix, Serial Experiments Lain, Doctor Who, Star Wars… É fácil acreditar em tudo que Aldous Huxley nos conta, mas também por isso o livro não empolga. A trama não é bem contada, não prende a atenção de um modo que a gente queira ler tudo até o fim em uma noite, então, fora do seu tempo, é só mais um livro de ficção científica.

Não vou desmerecer totalmente, nem dizer que não vale a leitura. Como disse lá no início do texto, é claro que os clássicos são importantes e o “Admirável mundo novo” é essencial para quem gosta de ficção científica. A crítica negativa é mais por eu ter lido ele fora de ordem, fora do seu tempo, o que pra mim é mais um problema. Tem histórias incríveis e atemporais, como Star Wars, como Matrix, coisa que o “Admirável mundo novo” não conseguiu – minha opinião!

Daniela Mattoshttps://estacaonerd.com.br
Apaixonada por Ficção Científica, indie rock e séries. Louca por livros, Whovian. Aguardo ansiosamente pela minha vez de fazer companhia ao louco em sua caixa azul.

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