Resenha | Histórias de Robôs de Isaac Asimov

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Título: Histórias de robôs – Volume 1
Autor: Isaac Asimov
Tradução: Milton Persson
Editora: L&PM
Ano: 2005 | 240 páginas

Sinopse

Entre no espantoso mundo da antecipação”, convida Isaac Asimov no prefácio desta extraordinária antologia, incentivando o leitor a iniciar uma viagem fascinante ao mundo da inteligência fabricada artificialmente. Histórias de robôs reúne os melhores contos e novelas publicados sobre robôs e computadores, desde o alvorecer do século XX até o seu término.

Nomes ilustres da ficção científica moderna, como Arthur C. Clarke, Philip K. Dick, Lester Del Rey e o próprio Isaac Asimov, levantam aqui questões polêmicas e dilemas morais que se impõem toda vez que se pretende usurpar o caráter divino da criação. Será possível para uma forma de inteligência desenvolvida artificialmente sobrepujar e até mesmo destruir o seu criador? E essa nova forma seria, na essência, boa ou má? Utilizar os recursos da nossa inteligência para obter uma vida mecânica equivale a profanar alguma lei profunda e intocável? Histórias de robôs mostra como o futuro de ontem – o nosso presente – foi previsto pelos escritores de ficção científica, um dos sub-gêneros mais emblemático do século XX. E chega-se ao fim da antologia com as perturbadoras sugestões dos autores contemporâneos, empenhados em conjeturas sobre o que os robôs e computadores reservam para o futuro da humanidade.

 

Confira as histórias contidas neste volume:

Prefácio: “Os robôs, os computadores e o medo”, Isaac Asimov

Antes da era Eletrônica: um robô do século,
“O feitiço e o feiticeiro”, Ambrose Bierce

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As primeiras histórias de robô
“A máquina perdida”, John Wyndham
“Rex”, Harl Vincent
“Robbie”, Isaac Asimov

Os mitos da criação
“Adeus ao mestre”, Harry Bates

A evolução da inteligência
“A volta do robô”, Robert Moore Williams
“Mesmo que os sonhadores morram”, Lester del Rey
“Satisfação”, A. E. Van Vogt

 

 

Resenha de “Histórias de Robôs” de Isaac Asimov

O nome em destaque nesse livrinho é o de Isaac Asimov, pelo seu histórico e maestria nas histórias futuristas envolvendo autômatos. Mas, justiça seja feita, o livro de contos teve a edição também de Patrícia S. Warrick e Martin H. Greenberg.

A primeira coletânea, cujas duas seguintes ainda preciso ler, conta com oito contos selecionados por Patricia, Martin e Isaac e divididos por “categorias”: Antes da era eletrônica, As primeiras histórias de robôs, Os mitos da criação e A revolução da inteligência.

Nem todos os contos são de Asimov, apenas dois, na verdade. Os demais são de outros autores que contemporâneos ou mais antigos, que escreveram histórias notáveis, a ponto de serem dignos de fazer parte dessa coletânea.

Só para vocês terem uma ideia, terminei a leitura e fiquei com vontade de ler tudo de novo. Quem já passou por essa situação?

 

Acontece que esse livro de contos é fantástico. Em cada uma das histórias, os autores problematizam uma situação que os robôs e a humanidade poderiam enfrentar. Além disso, nota-se em cada história a semelhança com algum game, filme ou série atual. Certamente esses autores escreveram a história da Ficção científica, delimitando algumas situações que seguem sendo reproduzidas até os dias de hoje.

Mas, não pensem que se trata de revoltas e guerras. Não. Eles tratam de dilemas existenciais das máquinas, da capacidade humana de aceitá-los, e também deles entenderem, ou como seria essa relação. Onde estariam os robôs na nossa sociedade? Todos de uma sensibilidade que, a primeira vista (com esse título “histórias de robôs”) ninguém imaginaria. A maior parte dos deles são dramáticos, e senti uma angústia pelos dilemas que as máquinas enfrentaram. Em outras me diverti muito com os desfechos surpreendentes. Ou seja, um livro maravilhoso!

Recomendo muito a quem curte histórias criativas, imaginativas e reflexivas sobre o futuro e a humanidade.

Daniela Mattoshttps://estacaonerd.com.br
Apaixonada por Ficção Científica, indie rock e séries. Louca por livros, Whovian. Aguardo ansiosamente pela minha vez de fazer companhia ao louco em sua caixa azul.

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