Título: O Prisioneito dos Daleks
Autor: Trevor Baxendale
Tradução: Camila Fernandes
Editora: Suma de Letras
Ano: 2015
Especificações: Brochura | 208 páginas

 

Sinopse: O Império Dalek não para de se expandir, e batalhas eclodem em vários sistemas solares. Quando o futuro da galáxia está em jogo, o Doutor se vê a bordo de uma nave próxima à linha de frente. Nesta nave ele se junta a um implacável grupo de caçadores de recompensas, que matam Daleks em troca de dinheiro pago pelo “Comando da Terra”. Com a ajuda do Doutor eles conseguem algo ainda melhor do que um Dalek Morto. No entanto, com os Daleks nada é o que parece e ninguém está a salvo. Quando o jogo virar, como o Doutor sobreviverá ao se tornar prisioneiro de seu maior inimigo?

 

Resenha de “O Prisioneito dos Daleks”

A única referência que eu tinha de livros de Doctor Who até ler “O Prisioneiro dos Daleks” era o “Shada”, um episódio perdido escrito por Douglas Adams. Então posso dizer que a expectativa para o livro com o 10º Doutor estava bem alta. Logo de início senti a diferença, não foi escrito pelo Douglas Adams, e não é tão genial. Mas… Continua lendo aí!

No começo do livro achei a leitura meio arrastada, e não conseguia ver no Doutor retratado na história o brilhantismo do décimo Doutor interpretado pelo David Tennant na série.

As descrições dos cenários são um pouco simplórias, tive dificuldade de visualizar as imagens descritas ao longo da narrativa. Então, exceto o que conhecia bem (o Doctor, sua TARDIS e os Daleks), as demais figuras foram mais difíceis de “ver”.

Mas, esse detalhe não chega a prejudicar a leitura e imersão na história. Os capítulos são curtos e vão contando e descrevendo separadamente o paradeiro dos personagens, um recurso muito bom. Pois, aos poucos as estórias vão se encontrando e fazendo mais sentido. Elas vão direcionando nossas ideias para os próximos acontecimentos, alguns previsíveis, outros nem um pouco – é onde a minha atenção e curiosidade foram conquistadas.

Quando os Daleks entram em cena e o “circo começa a pegar fogo”, o Doutor vai ganhando aquele tom eloquente que estamos acostumados na série de TV. Trevor Baxandale vai conduzindo os fatos, passo a passo, e cuidadosamente apresenta Daleks sendo Daleks, e o Doutor fazendo eles de bobos (como sempre). De início parece estar perdido e depois vem aquela reviravolta no final na trama. Exatamente como (nós Whovians) estamos acostumados. E é sensacional!

É muito legal como o autor induz nosso cérebro a ouvir os Daleks desafinando e dando suas ordens. Não sei se por serem diálogos muito fidedignos aos personagens metálicos, ou pelo recurso gráfico utilizado, ou as duas coisas.

Outro detalhe que encanta são as expressões típicas do 10º Doutor, os Naaah, Allons-y, bem como aquela personalidade otimista e sorridente. Depois de estarmos imersos na história, é genial!

A minha dica, porém, é: procure ler outros livros antes de Shada, pra se afeiçoar antes de achar ruim. Porque Shada é lindo demais – tá certo que eu sou fã das loucuras do Adams, e por isso sou suspeita – mas é só uma dica, pelo menos tenha em mente que existe dessa diferença.

Então, sim, indico o livro, pois é uma leitura gostosa e divertida!

Um adendo: isso é bem curioso (pra mim), chamar o Doctor Who de Doutor. Logo que vi alguns episódios dublados achei terrível, quando comecei a ler Shada, custei a me acostumar, e depois de “O prisioneiro dos Daleks”, isso ficou bem tranquilo.