Resenha | Uma coisa absolutamente fantástica de Hank Green

“Divertida e envolvente, essa história trata de temas muito relevantes nos dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, como as redes sociais estão mudando conceitos como fama, retórica e radicalização.”

 


Título: Uma coisa absolutamente fantástica

Autor: Hank Green
Tradução: Lígia Azevedo

Editora: Seguinte

Ano: 2018

Páginas: 344

 

Sinopse

Enquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência — uma espécie de robô de três metros de altura —, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial.

Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas — e o que querem de nós.

 

Resenha de Uma coisa absolutamente fantástica

Uma coisa absolutamente fantástica, de Hank Green, tem uma trama bem interessante e envolvente. Desperta a nos0sa curiosidade desde o início. A escrita do autor é bem fluída e a curiosidade é tanta que faz com que a gente avance as páginas rapidamente. Eu li em dois dias apenas!

Para quem reparou no sobrenome, Hank é irmão de John Green, e parece que ser um bom contador de histórias está no sangue, porque essa história é mesmo fantástica.⠀

Uma menina conta como foram os últimos meses da sua vida, depois que ela virou celebridade de internet por dar um furo de reportagem. Ela tem 23 anos de idade (mas parece que tem 13) e vai fazendo algumas besteiras, fica viciada na fama e enquanto ela ajuda o mundo a desenrolar um problema, vai tentando se reencontrar na vida.⠀

Somente pelo fato de a protagonista ser infantil e os problemas que ela cria, adolescentes, é que não “amei” essa história. Mas é um romancinho leve. Tenho certeza que uma pessoa normal (diferente de mim), principalmente mais jovem, vai adorar.

O livro é ótimo para distrair, embora deixe muitas oportunidades para reflexão. Como por exemplo o “comportamento de manada” e a reação das pessoas diante do desconhecido.

April May (a protagonista) representa a inocência (de certa forma) e a reação das pessoas a essa coisa absolutamente fantástica que acontece na estória é polarizada: o bem e o mal, os bons e os maus, os contra e os à favor e por aí vai.

Vocês já se perguntaram o que fariam se um objeto não identificado, na forma de uma nave ou de um “robô” aparecesse na sua cidade? Hank Green imaginou essa situação e escreveu uma história bem crível e incrível ao mesmo tempo.

É uma ótima leitura e tenho certeza que todo mundo vai gostar.⠀

Daniela Mattoshttps://estacaonerd.com.br
Apaixonada por Ficção Científica, indie rock e séries. Louca por livros, Whovian. Aguardo ansiosamente pela minha vez de fazer companhia ao louco em sua caixa azul.

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