Sábado de Clássicos do Horror #4 | Confira três obras do gênero para assistir em Outubro

Veja nossos últimos stories

No quarto Sábado de Clássicos do mês do horror, trazemos mais indicações de filmes do gênero com comentários de nossa equipe. Hoje, exploramos filmes derivados de alguma forma da marca estabelecida por John Carpenter no clássico Halloween: A Noite do Terror (1978).

Confira:

Halloween II: O Pesadelo Continua (Rick Rosenthal, 1981)

Sinopse: Depois de falhar na tentativa de assassinar Laurie e levar seis tiros do ex-psiquiatra Sam Loomis, Michael Myers segue-a até o hospital onde ela foi internada após a tentativa de assassinato. Na busca de terminar o que começou, Myers inicia uma matança no hospital à procura de Laurie.

Comentário: O fato de a narrativa ser iniciada no exato instante em que se concluíra a história original traz o bônus da familiaridade e da curiosidade já estabelecida de antemão. O ônus, porém, é que em várias opções estéticas – em especial no recurso aos planos em ponto de vista – o filme de Rosenthal parece um subproduto menos inspirado do clássico de 1978. Problemas a parte, é bom ver como o diretor consegue imbuir Halloween II, no todo, de um mote próprio. Se no filme que originou a franquia o tom era dado por um senso de perniciosidade que pairava de maneira difusa e onipresente sobre a vida suburbana, fazendo-se concreto apenas no clímax, aqui o cenário de pânico e convulsão social já é o ponto de partida. Nesse contexto, interessa ao diretor lançar seu olhar sobre a maneira como as pessoas e as instituições parecem mais interessadas em purgar irracionalmente o trauma coletivo do que em preservar e acolher concretamente as vítimas dos fatos. Todo o filme é pautado por essa contraposição entre o clamor social e midiático que toma conta da cidade de um lado e, de outro, o abandono de Laurie, isolada com poucas barreiras e sem comunicação externa no hospital em que é caçada por Myers. Constrói-se uma dinâmica de gato e rato nesse pequeno espaço que deveria ser de amparo, mas se converte numa ameaça tornada particularmente cruel e desesperadora por sua evitabilidade.

(Comentário de Felipe Lima)

- Advertisement -

Filme disponível na Netflix e Amazon Prime Video

Halloween III: A Noite das Bruxas (Tommy Lee Wallace, 1982)

Sinopse: Uma jovem investiga um fabricante de máscaras que pode ter sido o responsável pelo horrível assassinato de seu pai.

Comentário: Parando para pensar direito, foi de extrema coragem tentar associar o nome Halloween a uma série de filmes lançados anualmente para a época. O que mais me prende nesse distinto longa é como ele parcialmente se parece com a fase anos 80 do Carpenter, algo mais politicamente ativo dentro dos comentários sobre sociedade do consumo e alienação midiática. Dadas as devidas proporções, é como se They Live entrasse no mundo de Halloween. É bem satisfatório perceber como o cinema arriscava mais antigamente, fugindo de certas imposições que começaram a alinhar as franquias. Um estudo de caso sobre identidade no cinema hollywoodiano.

 (Comentário de Gabriel Luna)

Filme disponível no Amazon Prime Video

Halloween (David Gordon Green, 2018)

Sinopse: Quatro décadas depois de escapar do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode precisa confrontar o assassino mascarado mais uma vez após ele escapar de uma instituição. Mas agora Laurie está preparada.

Comentário: É curioso que o diretor David Gordon Green, de filmes com nenhuma relação com o horror como Especialista em Crise e O que Te Faz Mais Forte, tenha pego o comando do Halloween de 2018 – e do restante da planejada trilogia – e feito dele um resultado tão eficaz. Uma eficácia que não existe simplesmente na boa execução dos tropos do slasher, mas na construção dramática da protagonista Laurie (Jamie Lee Curtis) tanto para com sua filha e neta como na relação com o antagonista Michael Myers. Sem deixar de ser um terror franco, violento, direto e autônomo, esse primeiro longa da trilogia de Gordon Green retoma a atmosfera e princípios cenográficos do filme original de 1978 – do qual ele dá sequência direta – e dá vida às três protagonistas de distintas gerações com bastante esperteza e personalidade. E eis um filme de terror em que, sim, os personagens tomam decisões estúpidas, mas aprendem muito bem com elas.

(Comentário de André Guerra)

Filme disponível no Net Now

Felipe Limahttp://estacaonerd.com
Formado em Direito. Palpiteiro em Cinema.

Deixe sua opinião!

Instagram

AS MAIS LIDAS

King Richard: Criando Campeãs – Confira a crítica do filme Vigaristas em Hollywood – Confira a crítica do filme Annette – Confira a crítica do filme Ataque dos Cães – Confira a crítica do filme Chucky – Confira a crítica do episódio 5 Casa Gucci – Confira a crítica do filme, por André Guerra