SUPER HERÓI O FILME É UMA OBRA PRIMA (RESUMÃO)

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Todo mundo que foi criança e jovem lá nos anos 2000, com certeza acabou assistindo o filme Super Herói, estrelado pelo ator Drake Bell, que estava bem em alta por causa da série Drake e Josh, da Nickelodeon. E cara, eu tenho certeza que você não lembra do quanto esse filme é incrivelmente engraçado.

As vezes demora pra gente voltar a assistir algo que marcou na infância justamente com medo de que a memória se estrague e a nostalgia vá embora né. Mas relaxa, que o filme aqui do Libélula não é um desses casos. Na real, eu acho que o filme só melhora com o tempo.

Porque tem muita piada mais adultas, que uma criança não ia nem entender ou não achar tanta graça. Então vale sim a pena assistir mais uma vez o filme e ter uma incrível crise de riso em uma cena de pum. Pois é, meu humor é extremamente refinado.

O incrível é que esse filme já começa mostrando o que que ele realmente é, que é ser uma paródia do Homem-Aranha original, lá do Tobey Maguire. Então uma das primeiras cenas é o Rik Rikker correndo para alcançar o ônibus e dar cara na placa de pare. Sim, o humor nesse filme é bem idiota, por isso que ele é bom.

Aí ele entra no ônibus e começa a procurar onde sentar, mas antes de achar seu amigo ele dá de cara com umas pessoas não muito interessantes e também a sua crush, que é uma menina loirinha chamada de Jill, que estava com seu namoradinho ali sentada. O Trey, que é o amigo do Rik aparece lá todo numa vibe tecnológica tomando até um suquinho maneiro no seu Idrink. Nessa época era engraçado fazer essas paródias da Apple criando aparelho pra tudo. Então finge que é engraçado e dá uma risadinha aí tá?

Esse ônibus leva eles até uma agência de pesquisa e desenvolvimento de coisas envolvendo DNA e blábláblá. Então todos os bichos alí são diferentes, como um pássaro que simplesmente pega fogo quando tira foto dele. O melhor é o Rik tentando disfarçar pra Jill que ele fez cagada. Mas beleza, toca o barco.

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Nessa de chutar o pássaro que pegou fogo pra longe, o Rik acerta justamente no Lance, que é o namorado da Jill. Que por ser o valentão da história já vai puxar briga e empurra o Rik. Por sorte o tio do Lance, o Lou Landers, impede a briga naquele momento para dar seu oizinho ali pro laboratório todo.

Então a gente vê que o Lou claramente está doente, e o Rik percebe isso. Mas fica tudo certo quando ele diz que aquilo é sangue do tosse saudável e já vai conversando sobre a família do Rik, já que ele conhecia os pais do menino, que acabaram morrendo.

Assim que seu Tio vai embora, o Lance volta e derruba o Rik Rikker em cima de cocô, deixando o menino todo sujo e fedendo. Porque claro, todo valentão tem a obrigação moral de deixar o protagonista fedendo, seja colocando ele no lixo ou empurrando no chão de um zoológico. Pra tirar toda aquela sujeira, o Rik vê um frasco de H2O, que é água. Então ele se limpa lá com o négocio, mas logo percebe que ele passou um tanto de H2O9 em seu corpo, que é um feromônio extremamente forte, que faz todos os animais ali terem vontade de fazer nheco nheco com o Rik. Até mesmo uma libélula vai lá e morde ele.

O Rik chega em casa passando mal pra caramba por causa da picada da libélula do laboratório, e tudo que seus tios fazem é dar lição de moral nele como se ele tivesse voltado bêbado pra casa. O muleque chega a vomitar no aquário e os velhos nem se importam.

E o tio Albert, achando que o Rik tá só numa crise de puberdade, vai até o quarto falar com seu sobrinho, que claramente está passando mal sentado na cama. Só que ele acaba pegando o livro errado, e diz que o Rik vai passar por mudanças de humor e que uma vez por mês ele vai sangrar lá por baixo. Ao menos ele se tocou que pegou o livro das mulheres né, já é um avanço.

O Rik acaba desmaiando na cama e a gente agora tem a trama do Lou Landers, que diz que está morrendo, mas criou um experimento para salvar sua vida e viver para sempre. A ideia dele funciona e ele acaba matando os investidores que estavam lá pra ver o projeto e como ele ia funcionar, porque agora ele tem o poder de sugar energia vital da galera, ficando mais novinho.

Voltando pro Rik, ele acorda já bem de boas na manhã seguinte e vai pesquisar o que uma picada de libélula pode causar. Só que tudo que ele acha de útil é ele sendo chamado para um encontro com um tal de Professor X, que diz ter as respostas para as dúvidas do Rik.

Saindo do PC o menino olha pela janela e vê a sua vizinha Jill, a menina que ele gosta, só de sutiã trocando de roupa na janela, o que parece ser algo normal no cinema, porque eu nunca trocaria de roupa na janela que dá bem de frente pro meu vizinho. Mas beleza, a cena em si é só pra mostrar ela sem roupa e o Rik acabar dando de cara com um gordão sem roupa também.

Na feira de ciência da escola, que até mesmo o Stephen Hawking aparece pra falar que usa drogas e adora fazer coisas safadas com meninas, o Rik arruma mais uma briga com o Lance a acaba dando um porradão na cabeça dele com um bebedouro que ficou colado na sua mão por causa dos novos poderes de libélula.

Quando resovle fugir dalí o Rik praticamente mata o Stephen Hawking, deixa a professora sem blusa e até solta uma nuvem de abelhas no ginásio. Então ele sai de lá tristão, porque parecia tudo estar dando errado. Mas ele finalmente teria uma chance de brilhar e mostrar seu potencial, mas primeiro ele prefere fazer break dance na parede, enquanto descobre que pode escalar sem problemas.

E em uma reflexo de herói, o Rik empurra uma velinha que estava prestes a ser esmagada por um caminhão. Só que ao invés de salvar ela, ele fez ela cair em um triturador de árvores e ficando presa lá. Então enquanto todo mundo dava parabéns pra ele, a velha e o cachorro estavam lá esperando a doce e lenta morte por um triturador industrial.

Depois de falar com o tio Albert e o Trey sobre ser herói e o velho falar que criou ele como filho depois da morte dos seus pais, a gente tem o flashback da noite em que eles perderam a vida em um beco escuro na saída do cinema. E pra tentar dar uma de heróizão, o Rik tenta parar o bandido e acaba fazendo sua mãe tomar um teco e seu pai tomar um poste de luz na cabeça.

Pois é, agora imagina se o Batman tivesse feito essa cagada e tivesse tirado a vida dos próprios pais. A única coisa boa nisso foi que o Rik ganhou um anel do seu pai, que ele guarda até hoje como uma lembrança da família Rikker.

Depois de ter uma conversinha no quintal com a Jill, o Rik percebe que precisaria comprar um carro e lá vai ele pro computador procurar uns possantes baratos. Só que aí ele recebe mais um vídeo do professor Xavier, falando que vai treinar ele pra ser herói e tudo mais. Só que, mais uma vez, a mensagem some do nada e beleza.

O Rik resolve ir até o banco pra pegar um empréstimo pro carro, mas além do cara falar não e dizer a frase “e quem disse que isso é problema meu”, começa um assalto no banco, que atrapalha ainda mais a situação e meio que cancela aquela ideia do empréstimo. Na hora de sair o Rik acaba até ajudando o ladrão a fugir por pura estupidez mesmo. Só que é justamente assim que o Albert toma um tiro e acaba indo caindo no chão. Depois de pedir pro Rik tirar o joelho do bilau dele, o velho vai direto pro hospital e felizmente não morre não.

Nessa hora o Lou Landers nota que estava envelhecendo rápido demais e que precisaria bolar alguma coisa para ter a juventude pra sempre. Só que resistir aquele momento ele suga a vida da secretária e tenta enconder seu corpo morto no ármario. Essa cena é bem inútil, mas é engraçada pra caramba de se ver.

Agora, andando na rua depois de sair do hospital com seu tio, o Rik finalmente encontra o professor Xavier, que leva ele pra conhecer a sua escola para os não-asiáticos. Sim, esse é o nome da escola, não é uma piada minha. Nada contra asiáticos, eu até como sushi sem problemas.

Uma das melhores partes dessa visita foi ver o Wolverine depilando as pernas usando suas garras de Adamantium, que parece algo extremamente provável de acontecer nos gibis da Marvel hoje em dia. Em resumo, essa cena toda do Xavier só é importante pra esposa do professor dar uma surra na mulher-invisível e mandar o Rik fazer um uniforme pra ele virar herói.

Aí a gente tem aquelas sequências do cara desenhando e criando os piores desings de roupa do mundo, até que ele monta uma que ficou daora, mas não tinha como respirar e nem falar. Então esse uniforme vai pro lixo e ele monta um mais decente.

Depois de ir olhar a cidade de cima, o Libélula acaba tacando fogo no Tocha-Humana e tenta apagar o fogo usando gasolina, o que acaba não dando muito certo, fazendo ele se jogar do topo do prédio e, provavelmente, perder a vida na queda né. O Libélula então começa a ganhar fama como herói, saindo em capa de revista, batendo em bandidos e até sendo citado pelo Tom Cruise durante uma entrevista dele que ficou bem famosa porque parecia que ele estava doidão das ideias.

Pra fazer uma graninha extra pro carro, o Rik tira uma fotos dele mesmo como Libélula e leva no jornal pra tentar vender. E enquanto o cara estava elogiando as fotos, o outro jornalista vai lá e avisa que está rolando um grande assalto feito pelo vilão Ampulheta, que é o personagem ali do Lou Landers que ele criou pra envelhecer menos.

O Libélula chega lá e os dois se enfrentam em uma luta extremamente idiota, com direito ao Rik parando para ver sua linda amada Jill na plateia e os dois ficando tontos com a câmera rodando. Só que é justamente aí que aparece a melhor fala do filme. A luta termina com o ampulheta fugindo e o Libélula em casa pensando o que fazer para vencer o vilão. Mas logo em seguida a gente vê a Jill andando em um beco escuro e chuvoso de noite, pronta para ser assaltada, abusada ou qualquer coisa nesse sentido.

Por sorte o Libélula aparece, salva a menina em uma cena de luta extremamente ridículo que teve até direito a gente a ver os mamilos dele duros por causa do frio que a chuva causou. Ao mesmo tempo que é idiota é bem engraçado, ainda mais pensando na cena do Homem-Aranha, que é a versão séria desse filme.

Aí depois de iniciar a instalação do projeto para criar uma máquina para sugar a vitalidade de uma galera gigante de uma vez, o Lou Landers vai junto da seu sobrinho Lance para o jantar de ação de graças na casa do Rik e sua tia, que preparou um peru lá extremamente recheado com tudo que tem direito.

É aí que tem mais uma cena super engraçada do Libélula tentando não mijar enquanto o Lou olhava seu quarto tentando descobrir alguma coisa sobre o menino, pra ver se ele era seu arqui-inimigo ou não. E depois que o jantar começa os dois ainda trocam um montão de farpas e meio que fica claro que um sabe a identidade do outro.

Quando tá lá com a Jill tendo um clima romântico enquanto a sua tia dorme e passa mais de 5 minutos peidando na cara dos jovens, que foi a única cena que realemente me fez rir sem parar por quase 10 minutos, o Ampulheta aparece explodindo a casa e tirando a vida da tia alí, que claramente já tinha pouca energia vital.

Durante o enterro de sua tia, depois do Albert dar umas agarradas lá em uma noiva morta de outra cara, o Rik acaba terminando com a Jill para proteger a vida dela. Então ele fica bem triste ao voltar pra casa e ver vários casais na rua se beijando e tudo mais. Mas isso acaba não sendo muito importante.

O Rik entra em depressão, mas seu tio e o Trey aparecem para ajudar. Juntos os três entendem o plano do Ampulheta e percebem que está rolando um evento de ricos e famosos, onde ele iria executar o plano, já que precisava de muita gente junta no mesmo lugar.

O Lou encontra o Rik nos bastidores do palco e o cara fala que o Dalai Lama era, na verdade, o Ampulheta, e só estava fingindo ser um monge pra enganar a galera e executar seu plano. Tanto que assim que as cortinas sobem a gente vê o Libélula batendo no Dalai Lama sem pena nenhuma, até que ele começa uma pancadaria doida entre todo mundo que estava lá.

O Ampulheta então faz um buraco na parede e foge pro galpão ao lado, onde tava rolando um gigantesco evento nerd, e tinha uma galera de cosplay de Libelula e de Ampulheta, ficando confuso achar o verdadeiro vilão.

Mas fica tranquilo de reconhecer o vilão quando ele sai com uma cadeira voadora, tenta explodir o telhado fazendo um pedação de concreto cair no Libélula, que parece que ia ficar lá esmagado, mas usa toda sua força pra se livrar e acaba se esmagando por causa da própria burrisse.

Estando preso lá, o Ampulheta aproveita pra atirar umas lâminas de titânio que cortama té diamante no Rik, mas a menina Jill se joga na frenta para salvar o Libélula, que já tinha salvado ela lá trás né.

Quando estava tentando cuidar da namoradinha, o Rik fica achando que não vai conseguir, mas recebe conselhos do Stephen Hawking e volta pro combate enquanto o Ampulheta estava já quase concluindo seu plano.

O Libélula chega no telhado e encosta no Ampulheta, usando a parada ai de ficar mais jovem pra curar o machucado da Jill. Mas ele ainda precisava parar o ampulheta, mas só faltavam 10 segundinhos. O vilão até joga uma bomba no Rik para tentar impedir o herói. Essa bomba acaba grudando em suas calças e, para explodir a bomba junto do Ampulheta, o Rik faz umas acrobacias muito doidas e faz o vilão cair de boca na bomba dele, explodindo tudo sem nem arranhar o Libélula.

Na explosão a Jill acaba caindo do prédio e o Libélula se joga pra salvar ela. Durante a queda, que dura quase 2 minutos de tela, o Rik percebe que pode voar e salva ele mesmo e a menina, voltando pro telhado e sendo parabenizado pelo tio Albert e pelo Stephen Hawking, que não tem um final muito feliz não.

Então o filme acaba com o Libélula voando com a Jill pelos céus e os dois sendo atropledos por um helicóptero que, com certeza, matou os dois. Mas é um final feliz mesmo assim. Esse é um daqueles filmes que vale a pena ficar até os créditos porque tem uns errinhos de gravação falsos que ficam engraçados demais, no estilo de Toy Story mesmo. Então se for ver o filme denovo lembra de ver completinho.

Sem dúvida é um dos filmes que todo mundo que gosta de super heróis hoje já viu e morre de rir, porque ele não pega pesado no humor tipo The Boys da vida e mesmo assim consegue ser muito bom. As vezes são os filmes mais simples, com piadas mais bobas, que não tentam ofender o tema de forma gratuita, que são os melhores.

Pra mim ele tem uma nota 9. Seria um 10 se fosse um pouco mais longo e desenvolvesse um pouco mais algumas tramas. Até mesmo uma continuação já subiria essa nota. Mas por enquanto mantém esse 9 aí.

Lucas Mertenshttps://estacaonerd.com
Eu não sou especialista em nada, mas gosto de criar conteúdo sobre tudo que me diverte. Então seja como for, a ideia é sempre ver o lado bom das obras ao invés de focar só nos defeitos. É basicamente isso mesmo!

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