TITANS REALMENTE MELHOROU COM O TEMPO?

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Quem assistia televisão ali na década de 2000, com certeza assistiu muito o desenho dos Jovens Titãs, e talvez até tenha conhecido o mundo dos heróis através deles né. Mas a série live-action de Titans teve uma recepção bem diferente. Mas será que ela é boa, ou é ruim mesmo?

Logo que foi lançado, a primeira polêmica já chegou por causa do novo visual da personagem Estelar. E eu não vou negar que realmente causa um estranhamento no início. Só que, a partir do momento que você para de tentar comparar o show com o desenho ou com os quadrinho, fica mais simples.

Então esse ponto eu não vou abordar, porque é mais uma questão aí de opinião mesmo né. Mas, mesmo com personagens mais parecidos com o original, Titans consegue deixar tudo meio estranho demais, como por exemplo o Mutano.

É óbvio que ele não poderia ser verde, já que a ideia era ter algo mais realista, mas ele só mostra que nem os produtores sabem direito qual o foco real da série, se é pra ser algo pé no chão, ou algo fantasioso como nas séries da CW, tipo Flash e Supergirl. Esse é o ponto que mais incomoda em todo o início da primeira temporada, só que, pra mim, o season finale, remodela completamente o mundo de Titans e coloca ali um tom bem mais sério, com uma visão do Batman muito interessante.

Lógico que ainda tem alguns tropeços no meio do caminho, mas a gente tá aqui pra ver as partes boas e ver como anda hoje em dia, e principalmente as maiores injustiças em relação a segunda temporada, que todo mundo julgou só pelo início dela.

O final da primeira temporada é sobre o surgimento real do vilão Trigon, que é o pai da Ravena. E sua chegada, ainda em um corpo humano, é simplesmente sensacional e deixou todo mundo achando que a abordagem dele seria diferente, algo mais duradouro e tudo mais.

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Só que, assim que começa a segunda temporada, tudo vai por água abaixo logo no primeiro episódio, onde parece que eles desistiram de trabalhar mais com o Trigon e quiseram focar em outras coisas, fazendo a Ravena meio que se livrar dele logo de início, sem nem ter descoberto seus poderes direitos.

Por causa desse episódio, toda a segunda temporada pegou uma péssima fama com quem estava assistindo. Só que, o famoso ditado de não julgar um livro pela capa se aplica perfeitamente aqui, porque o resto da temporada é usada para desenvolver muitos outros temas que serviriam para criar o cenário ideial para a terceira temporada.

Outra galera não curtiu ver o passado dos Titãs, a formação original, o início da equipe e tudo mais, mas eu achei isso algo bem interessante, justamente por desenvolver o Exterminador, o filho dele e até mesmo a Rose Wilson, que é filha dele e o par romântico do Jason Todd, que ganhou um enorme destaque mais recentemente.

Assim como aconteceu na primeira temporada, só que de forma mais reduzida, é o fato dos produtores não focarem em só um público e deixar ali o show voando, sem decidir se é uma série adolescente ou algo mais adulto. Porque ao mesmo tempo que tem sangue, violência e temas mais pesados, continua tendo alguns momentos tão bregas e estranhos, que chega a dar uma leve vontade de desistir. Mas com certeza desistir na segunda temporada é a pior escolha que alguém pode fazer.

Primeira temporada, é bem ok. A segunda temporada é realmente boa, tirando o primeiro episódio e algumas cenas aqui e alí. Mas a terceira, meu amigo, meu amigo, não sei nem como descrever o quão incrível ela está sendo e com tantos pontos altos. Calma, calma aí, eu não estou dizendo que ela é perfeita, ela tem os mesmos problemas da segunda e tem um leve foco ali em problemas adolescentes. Porém, tem tantas outras questões mais adultas e temas tratados de forma bem mais séria que acaba compensando todas essas bobagens.

Bom, a partir de agora vai ter um spoiler ou outro sobre essa terceira temporada, porque são pontos importantes e que não podem ficar de fora. Como, por exemplo, o início e o fim da participação do Coringa.

O palhaço do crime de Gotham nem chega a aparecer de frente, a gente só vê ele de costas batendo no Jason Todd que foi atrás dele sem permissão do Batman e acabou morrendo depois de apanhar com um pé de cabra, justamente que nem rolou nos quadrinhos. E vocês já sabem o que veio depois.

O corpo do Jason foi roubado do hospital para qual ele foi levado e ressucitado usando lá uma água mágica do Ra’s Al Ghul. E então ele foi levado pelo Espantalho a procurar vingança, a ser um justiceiro que busca poder, conhecido como o Capuz Vermelho. Mas, como tudo que é bom, existe seu lado ruim.

Eu acho que por ser uma informação já tão batida, a série Titans nem se importou em manter o segredo sobre quem realmente era o Red Hood, então é uma informação que foi revelada logo de cara, bem no episódio em que ele apareceu. Porém, um outro ponto alto que gerou polêmica no show, foi o Batman. Nessa versão, o Bruce já um cara mais cansado, que tá com a cabeça cheia dos vilões e de suas próprias escolhas pessoais. Então, depois da morte do Jason, ele toma a pesada decisão de matar o Coringa.

Ele fez isso depois de algumas conversas bem sérias com o Dick Grayson, o Asa Noturna e a Barbara Gordon, que era a Batgirl até tomar um tiro do Coringa. Então toda essa discussão acabou levando o Batman a tomar essa medida drástica de tirar a vida do palhaço e resolver seus crimes de uma vez por todas.

Mas é aquilo, quem gosta gosta, quem não gosta não gosta. Titans tem muitos pontos negativos, muita coisa zoada e algumas escolhas de produção que não dá pra entender até agora. Só que, quando você vai ver o show como algo separado, sem comparar com os quadrinhos, dá pra curtir pra caramba e ficar ansioso para os próximos episódios.

Lucas Mertenshttps://estacaonerd.com
Eu não sou especialista em nada, mas gosto de criar conteúdo sobre tudo que me diverte. Então seja como for, a ideia é sempre ver o lado bom das obras ao invés de focar só nos defeitos. É basicamente isso mesmo!

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