
“Tudo é Tempo”, documentário com direção, roteiro e produção de Marcos Guttmann é selecionado para a Mostra Competitiva do Festival de Brasília. O filme foi rodado entre 2002 e 2022, da primeira à terceira eleição de Lula, quatro brasileiros são acompanhados por vinte anos, enquanto o tempo altera convicções, amadurece contradições e transforma silenciosamente suas vidas. O filme, produzido pela Solar Filmes, contou com investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), administrados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
“Tudo é Tempo” acompanha quatro brasileiros, cujas trajetórias se entrelaçam pela mesma seção eleitoral no Rio de Janeiro: Carlos Eduardo Ibrahim; Fernando Pereira; Heber Cunha e Cristiane Magalhães Rosa; vidas comuns, repletas de reviravoltas, ao longo de 20 anos. Durante este período e três eleições de Lula, o tempo atua nas suas escolhas, transformando a forma como enxergam a si mesmos e o mundo. O diretor e roteirista Marcos Guttmann também é um dos personagens do próprio filme, com sua presença como narrador e presencial, em alguns momentos, acompanhando a história do país e dos participantes através dos anos.
Visão do diretor
“Entre 2002 e 2022 acompanhei a vida de quatro brasileiros, atravessando com eles o período entre a primeira e a terceira eleição de Lula. ‘Tudo é Tempo’ é o registro desse percurso compartilhado e se constroi como um ensaio sobre o que o tempo faz conosco: como reorganiza prioridades, revela contradições e transforma, silenciosamente, tanto de quem está diante da câmera quanto quem a conduz. O projeto nasceu do desejo de observar um país em transformação. Em 2002, a eleição de Lula representava uma esperança de mudanças profundas, sentimento que eu também partilhava. Minha intenção inicial era registrar esse momento sob um prisma político. Com o passar dos anos, porém, o rumo do filme se deslocou. Ao revisitar o material em 2025, compreendi que o Brasil era apenas o cenário. A força do filme estava no amadurecimento e nas contradições de cada personagem, e na maneira como o tempo reconfigura convicções. A política tornou-se pano de fundo; o íntimo veio para o primeiro plano. Após duas décadas de convivência, a transformação mais profunda revelou-se pessoal — minha e dos personagens. O filme converte a passagem dos anos em matéria narrativa, expondo a ação silenciosa do tempo sobre cada um de nós. Afinal, como diz Heber Cunha, um dos personagens no filme, ‘quem não se contradiz já está realizado’.”
Sinopse
“Tudo é Tempo”acompanha quatro brasileiros entre 2002 e 2022, registrando o arco de suas vidas ao longo de duas décadas tendo como pano de fundo as três eleições de Lula como presidente do Brasil. Os personagens têm apenas uma característica em comum: votam todos na mesma seção eleitoral. Com o passar dos anos, o Tempo surgiu como o principal tema do filme, reorganizando prioridades, aprofundando contradições e alterando, silenciosamente, a forma como enxergamos o mundo e a nós mesmos.


