[s3r star=3,5/5]

 

“Em Nome da Lei” é a reprodução cinematográfica inspirada em fatos da história do juiz Vitor (interpretado por Mateus Solano) e da promotora Alice (Paolla Oliveira). Eles, junto a uma equipe em que não se sabe em quem pode confiar, tentam desmontar um esquema de tráfico de drogas e contrabando dominado por Gomez (Chico Diaz), na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Um ponto alto do filme são as atuações. Mateus Solano, Paolla Oliveira e Chico Diaz apresentam uma performance convincente dos seus personagens. Vitor é um recém-denominado juiz, que tenta implantar a justiça ipsis litteris, e mostra-se até arrogante quando Alice, com toda a sua experiência, sabe que cada passo deve ser bem calculado.

Em alguns momentos, a fotografia foi bem feita. Porém, na maioria das cenas, a sua direção pecou. Embora pareça proposital, as cenas com muitos cortes deixaram a trama picotada e desconexa. O filme tem um plot twist (que pode ser considerado um real twist para uns, mas nem tanto para outros) no final, em que {SPOILER} o personagem que até então mostrava-se bobo e sem importância, é capaz de assassinar pela morte do irmão.

Já se tornou normal ouvir que brasileiro só faz comédia besteirol, ou filme sério que é ruim. Sabe-se que há exceções, como por exemplo Tropa de Elite, Cidade de Deus, e até a comédia O Auto da Compadecida. O longa “Em Nome da Lei” – escrito pelo seu próprio diretor Sergio Rezende e por Rafael Dragaud – é um suspiro positivo, diante de tantos filmes brasileiros com roteiros simplórios. Esse roteiro bem feito e singular, sem dúvidas é o seu diferencial.

unspecified-3-e1460507343318 Crítica | Em Nome da Lei (2016)