seg, 15 junho 2026

Crítica | Custe o que Custar

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Em Custe o que Custar, um homem tem a vida perfeita: família estruturada e amorosa, um ótimo emprego e uma casa linda. Mas tudo muda repentinamente quando sua filha mais velha, foge de casa. Agora, depois de encontrar a filha em uma situação triste e vulnerável, sob os efeitos de drogas em um parque da cidade, o pai tem a chance de trazê-la de volta, mas a presença de uma pessoa pode ameaçar sua estrutura familiar de modo irreversível.

A minissérie baseada no livro homônimo do autor Harlan Coben, é um suspense repleto de mistérios. A produção, de modo instigante, explora a fragilidade de das instituições mais sagradas de um homem: a sua família e os laços familiares. O criador Danny Brocklehurst (Lázaro) constrói uma narrativa repleta de personagens e subtramas que parecem desconexas, mas o texto dá tempo para que cada personagem desenvolva suas motivações. ​Embora tantos personagens em cena possa soar confuso, a história consegue fazer as histórias convergirem de modo satisfatório, mesmo com alguns destinos de personagens soem cruéis. O roteiro confia na inteligência do público, estabelecendo que cada rosto e cada segredo guardado terá sua importância quando as peças do quebra-cabeça finalmente começarem a se encaixar.

O coração da narrativa é o contraste entre a aparência e a realidade. A clássica ideia da família perfeita, protegida por cercas brancas e status social, que começa a rachar diante de um segredo do passado é explorada a esmo e o suspense floresce neste terreno, a cada episódio somos bombardeados com novas informações que distorcem a realidade e alimenta a tensão. Todos os personagens apresentados são construídos sobre camadas de ambiguidade. Ninguém é inteiramente inocente nesta história, e os atores brilham em cena. Destaque para Maeve Courtier-Lilley (The Outpost) e James Nesbitt (Fique Comigo) que dão carga aos seus arcos. A produção explora bem os segredos e usa eles como um motor para dar ritmo a produção. Cada episódio encerra com um “gancho” que torna a experiência quase impossível de não ser maratonada.

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Custe o que Custar não inova e nem reinventa as narrativas de suspense, mas cumpre bem o seu papel e entretém ao apresentar uma narrativa que não tem medo de explorar os segredos de família, mesmo que eles levem a narrativa para um divertido labirinto de mentiras.

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Hiccaro Rodrigues
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]
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