
Quando uma misteriosa e devastadora praga transforma a população em zumbis sedentos por sangue, a cidade é rapidamente consumida pelo caos. Sem ter para onde fugir, cinco adolescentes encontram refúgio na escola local. O que parecia ser a solução para escapar se torna um confinamento sufocante e repleto de desconfianças. À medida que os mortos-vivos cercam o lado de fora, do lado de dentro as coisas ficam mais complicadas, quando percebem que não estão sozinhos: um professor foi infectado e anda pelos corredores e salas. Divididos entre o medo constante e a ameaça interna do monstro rondando, o grupo precisa superar suas dores, conflitos e demônios internos. Para sobreviver, os jovens precisam unir forças antes que o perigo da escola destrua sua última chance de viver.
Isto não é um Teste, tem uma proposta interessante: abordar traumas por uma ótima que deixaria qualquer pessoa em desespero. Essa abordagem difere muito do que é feito no subgênero de filmes de zumbis. O que é um ponto positivo, o problema é que o seu potencial acaba sendo desperdiçado por escolhas no mínimo pouco inspiradas e caminhos narrativos que enfraquecem a proposta. A produção poderia explorar as dores do grupo de jovens, mas opta apenas em acompanhar a depressão e a relação conturbada com o pai da protagonista. Os demais personagens, são apenas retratados caricatos de jovens americanos. A situação também é reciclada e o local escolhido para fugir dos infectados e dos seus dilemas pessoais também já foi visto em outras produções do gênero.
A direção de Adam MacDonald (Slasher) até consegue com determinados enquadramentos transformar a escola em um ambiente claustrofóbico, mas a falta de verba faz pouca coisa acontecer no ambiente, deixando que o roteiro tente explorar os traumas, as inseguranças e as fragilidades emocionais da protagonista, o que cansa depois de um tempo. Os melhores momentos do filme acontecem quando a produção deixa isso de lado e mostra os personagens tentando esquecer suas diferenças e problemas em prol da sobrevivência.

A proposta tem um elenco que atua de modo correto, mas a composição do roteiro mostra diversas falhas e características que já foram exploradas a esmo. Questões sobre medo do desconhecido, desconfiança com outros sobreviventes e disputas egoístas acabam minando o desenvolvimento da trama, que acontece de modo inconsistente.
Isto Não É um Teste é um filme B, que tinha potencial de ser mais do que é. Mas escolhas erradas e uma drama que deseja mais explorar traumas não resolvidos ao invés da sobrevivência faz deste filme um terror juvenil pouco convincente.


