Crítica | A Morte Te Dá Parabéns

A Morte Te dá Parabéns estreia neste sábado na Netflix, mostrando que produções de baixo orçamento podem sim ser inventivas, divertidas e claro, assustadoras! A liberdade criativa vista neste longa é tamanha que fez deste um dos filmes mais criativos dos últimos 5 anos (o filme foi lançado em 2017). O filme mistura a franquia de serial killer Pânico com Feitiço no Tempo é obtem como resultado pura diversão!

A Morte Te dá Parabéns conta a história de uma estudante universitária que maltrata as pessoas e não parece estar muito disposta a atender as ligações do pai no seu aniversário. No fim do mesmo dia, no entanto, ela é brutalmente assassinada por um mascarado. Acontece que ela sobrevive, ou melhor, acorda no mesmo e fatídico dia, em uma espécie de looping macabro que termina sempre com a morte da garota. Reviver este dia dá a ela a chance de investigar quem é o seu assassino. As razões para que isso aconteça não são explicadas neste filme, fizeram uma continuação não inspirada que explica o por que disso acontecer, e o filme nem de longe foca nessa questão, o que é um acerto da produção. O roteiro escrito por Scott Lobdell (O Homem da Casa) cria o típico filme de terror B que recicla os mais variados esteriótipos de personagens de filmes de terror em prol do entretenimento, usando de sarcasmo para brincar com o gênero tão batido que é o terror.

O roteiro brinca com o gênero e diverte, mas o longa está longe de ser imprevisível. A busca pelo assassino deixa pistas do tamanho de gatos e os mais atentos logo irão descobrir o assassino. Mas tudo se desenvolve com tanto bom humor que isso nem incomodara. A montagem acelerada com as várias mortes que a protagonista sofre é divertida. A trilha sonora também empolga e a direção de Christopher Landon (Como Sobreviver a um Ataque Zumbi) é bastante espirituosa e acerta na escalação do elenco, além do ritmo que impõem a narrativa, fazendo com que ela ocorra de modo “natural” (leia sem forçações de barra). Tudo visto aqui, dentro do universo criado pelo diretor, faz sentido. As atuações são boas e os principais suspeitos de ser o Baby Face (apelido dado ao serial killer visto no filme) são dúbios o suficiente e possuem suas motivações para serem suspeitos. O destaque é para a protagonista Jessica Rothe (La La Land) que é ácida, sarcástica e divertida na dose certa e tem a melhor personagem, pelo menos a única desenvolvida na trama.


A Morte Te Dá Parabéns é um longa divertido, sanguinário e que não se leva a sério. O final é satisfatório e fecha com chave de ouro a proposta de Landon e irá te entreter bastante. Um dos melhores filmes do gênero Terrir dos últimos anos.

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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