Crítica | Cats

Cats é um musical composto por Andrew Lloyd Webber que teve sua estréia em Londres em 1981, mas que se consagrou por dezoito anos em cartaz na Broadway. Para ficar tanto tempo em cartaz a obra deve ser maravilhosa, no mínimo. Bom, o mesmo não se pode dizer do longa metragem baseado nessa peça que estreou nesta quinta. Aqui maravilhosa será a sensação de alívio após o filme acabar. Prepare-se para 110 minutos de puro arrependimento.

A adaptação em live-action da peça teatral dirigida e roteirizada por Tom Hooper (Os Miseráveis) é Bizarra! 70% disso se deve a ideia, muito mal executada, de fazer os personagens serem híbridos de humanos com felinos. O CGI usado para trazer o clássico musical para as telonas é horrível e lembra bastante os filtros de celular do Instagram. A composição visual e os efeitos digitais não casam, tudo parece amador e feito na pressa. Alguns atores ficaram irreconhecíveis com a maquiagem/CGI, já outros foram mais suavizados e suas feições humanas estavam lá intactas (e suas mãos também!). Não existe um meio termo nesta obra. Existem outros híbridos no longa e esses sim irão te traumatizar pro resto da vida. 

Devido a esses efeitos nada especiais e pra lá de bisonhos tudo no filme desanda. As atuações são prejudicadas, não dá pra levar nada a sério aqui. Ver Idris Elba miando foi a coisa mais patética que vi na vida; além disso outras cenas irão arrancar risadas de puro constrangimento. Pra não dizer que ninguém se salva, Jennifer Hudson (Dreamgirls – Em busca de um sonho) se entrega de corpo e alma e nos faz esquecer um pouco dos problemas técnicos ao cantar Memory e Taylor Swift rouba a cena com sua presença em seu número. Os demais estão abaixo de qualquer trabalho já realizado em suas carreiras. As canções talvez sejam a melhor coisa desse longa, porém é nítido que a coreografia usada não se adaptou ao CGI usado. Uma pena!


O filme ainda possui um defeito de aparentemente não ser contínuo, mas sim um conjunto de esquetes muito mal coladas. O roteiro, edição e montagem parecem que foram feitas às pressas por estagiários iniciantes. O trabalho de Hooper, como ele mesmo declarou “foi finalizado no dia da estreia do filme nos E.U.A.” A prova disso é que o longa em algumas partes, se quer está renderizado e fica claro a diferença de qualidade de uma esquete pra outra. A ideia de usar a personagem da estreante Francesca Hayward como guia é um tiro no pé, pois se bobear ela está mais perdida que o espectador que assiste esta trama.

Cats é o pior filme de 2019! Um dos 10 piores da década se bobear! Espetacularmente estranho! Caso não tenha ficado claro: Cats é terrível! Caso você ainda queira ir assistir a esse musical, aconselho a ver de olhos bem fechados, já que as canções são as poucas coisas que restam de positivos nessa obra.

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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