Crítica | Cherry – Inocência Perdida

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Em Cherry, um ex-médico do exército sofre de transtorno pós-traumático após retornar do Iraque. Ao tentar lidar com a doença ele acaba virando um assaltante de bancos para sustentar o seu vício em drogas. O longa da Apple TV+ é baseado no livro de Nico Walker e possui uma narrativa cheia de altos e baixos, com um Tom Holland inspirado e pra lá de dedicado.

Apple TV+/ Divulgação

O longa teve toda sua produção pautada em uma expectativa absurda. Este foi o 1º filme dirigido pela dupla Anthony e Joe Russo após o sucesso de Vingadores: Ultimato. Além disso o longa tinha Tom Holland (O Diabo de Cada Dia) no seu papel mais sério e intrigante da carreira. A parte boa é que Holland não decepciona, sendo o grande destaque do filme, já a dupla de diretores… Os irmão Russo erram a mão ao construir a obra. Primeiro por dividir o filme em cinco capítulos e segundo por dar cinco tons e estéticas diferentes para cada um deles, o que faz com que tudo se torne cinco filmes diferentes, fazendo a experiência se tornar cansativa. Os capítulos abordam o romance entre Cherry e Emily, o treinamento no Exército, a guerra e as consequências dela na vida do protagonista (sendo esse o melhor de todos), a volta para casa e por fim, o vício em drogas.

Isoladamente estes capítulos funcionam bem, cada um com seu ritmo e foco, o problema é a edição deles, fazendo alguns capítulos mais longos do que outros. Mas nem tudo é ruim na direção dos Russo’s. Os diretores tem estilo e abusam dos cortes estilosos, a edição é frenética e a direção ainda aposta numa narração em off, quebra da quarta parede, transição de cores… O problema é que eles usam tantas técnicas que acabam deixando a história em segundo plano. É como se eles tivessem feito uma bela pintura e colocassem ela numa moldura extravagante, cheia de lâmpadas led e com glitter…. A moldura (diferentes técnicas usadas) ofusca a pintura (a história do filme).

Não sei se foi proposital mas algumas cenas (as dos assaltos a bancos) remetem a cenas parecidas com as da série de Arrested Development. Nessas cenas se usa muito um humor sombrio e até caótico. O longa tem como maior ponto positivo a excelente atuação de Tom Holland, que em diferentes capítulos do filme consegue mostrar as diferentes fases da vida do protagonista dando muitas camadas ao seu personagem. A sua química com Ciara Bravo (Jinxed) é ótima e a dupla conquista o espectador com seu carisma. Já a maquiagem usada no fim para envelhecer Holland não convence e com certeza é o ponto mais baixo do filme.

Cherry é quase um vídeo clipe com drama e ação, que poderia ser melhor se os seus realizadores fossem mais contidos. Em todo caso, assista a atuação excepcional de Tom Holland nessa obra.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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