Crítica | Vingadores: Ultimato

Vingadores: Ultimato é uma épica odisseia que encerra uma saga que ficará marcada em nossa memória e corações. Não há palavras pra descrever o que sinto no momento. Chorei, ri, vibrei, tive uma montanha russa de sentimentos durante a projeção de três horas e o que posso afirmar é que esse filme vale cada segundo do seu tempo.

Após Thanos (Josh Brollin) eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores têm de lidar com a perda de amigos e entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) desaparecido, Steve Rogers e companhia precisam juntar forças para enfrentar o titã louco. O desenvolvimento do longa é gradativo. Em um primeiro momento temos o “verdadeiro final de Guerra Infinita“, mostrando o que aconteceu após o estralar de dedos. Após isso temos um longa muito bem construído, envolvente e seguro de suas ações. Algumas teorias criadas pelos fãs são confirmadas em Ultimato, mas mesmo essas que se confirmam, ao serem mostradas irão levar o público a loucura.

Ultimato se destaca por aprofundar o clima melancólico visto no final de Guerra Infinita. Sim, ele irá te chocar em alguns momentos, além de te levar as lágrimas inúmeras vezes.  Mas não só de tragédia vive Ultimato. Temos espaço pro típico humor ácido e nonsense que vimos em diversas fitas do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Além de ÉPICAS (sim, com letras maiúsculas) cenas de ação e efeitos digitais dignos de Oscar 2020, se você amou os efeitos especiais de Guerra Infinta, prepare-se para ver o sinônimo da perfeição na área ao ver esse filme.


O roteiro é outro ponto maravilhoso desse longa, que com seus diálogos rápidos e eficazes faz com que as três horas de duração passem voando. A direção dos irmãos Russo surpreende e elabora uma das melhores cenas de batalha. já vista na história do cinema (se igualando, pra mim, as batalhas vistas na triologia Senhor dos Anéis). A trilha sonora é outro ponto de destaque neste filme, casando perfeitamente com as cenas vistas em tela.

Não poderíamos deixar de falar das estrelas desse longa. Acho que esse filme tem mais estrelas em cena do que o céu visto daqui de casa (Ok, talvez eu tenha exagerado). Mesmo com três horas de duração, alguns personagens, novamente foram relegados a coadjuvantes de luxo, como Soldado invernal (Sebastian Stan), Falcão (Anthony Mackie) e surpreendentemente a Capitã Marvel (Brie Larson) além de outros personagens. Porém para compensar, alguns destes ganharam destaque nas cenas de ação (E QUE CENAS MEUS AMIGOS).

Do sexteto original dos Vingadores os destaques ficam para Scarlett Johansson que nos entrega uma Viúva Negra devastada pelos acontecimentos, mas que se mantém firme para ajudar o que restou dos Vingadores. A dupla Cris Evans e Robert Downey Jr. roubam as cenas que participam e estão fantásticos em seus papéis possuindo os arcos melhores trabalhados durante esses dez anos de MCU. Paul Rudd (Homem Formiga) funciona bem como alívio cômico na trama e Josh Brolin novamente trabalha bem no papel do psicopata intergalático e ficará marcado na memória, como um dos melhores vilões da história da Marvel.

Vingadores: Ultimato é repleto de easter-eggs, nostalgias e surpresas que farão você delirar com esses espetáculo cinematográfico. O único ponto negativo é a saudade que esses personagens deixarão em nossos corações. Esse filme é mais que obrigatório para quem é fã e para quem não é também.

Obs: O filme não possui cena pós crédito.

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
O pagode anos 90 moldou meu caráter.

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