Crítica | Crime sem Saída

Andre Davis é um detetive cuja honra na corporação fora perdida por conta de atitudes subjugadas. Certo dia, é incumbido de localizar e prender os assassinos de oito policiais, na ilha de Manhattan. O que Andre não sabia é que, quanto mais avançava nas investigações, mais descobria sobre a verdadeira teia alimentar que sustenta o submundo criminal de Nova York. Crime sem saída, garante bons momentos de tensão e mistério, mas, com ressalvas.

Com direção de Brian Kirk (My Boy Jack e Middletown), é de se esperar, ao menos, uma carga dramática suficiente para fazer o filme fluir, o que acontece com maestria. Os minutos iniciais entregam o tom que a produção terá, na sequência. Porém, é inegável dizer que o que une tudo isso de forma espetacular é a trilha composta por Henry Jackman, responsável por compor épicas músicas de grande parte dos filmes da Marvel, como Capitão América: Soldado Invernal e Guerra Civil. Como se não bastasse, temos na produção os irmãos Anthony e Joe Russo, mundialmente conhecidos pelo sucesso de bilheteria da franquia The Avengers, Gigi Pritzker, idealizadora de produções de baixo custo, como Drive (2011) e o também protagonista Chadwick Boseman, o Pantera Negra da garotada.

No elenco, ainda temos Sienna Miller (Sniper Americano), J. K. Simmons (Homem-Aranha) e Taylor Kitsch (John Carter) e Stephan James (Se a Rua Beale Falasse). Todos estão atuantes, salvo alguns excessos de subaproveitamento por conta de Simmons e Miller. Kitsch e James cumprem o que lhes foi oferecido, caricaturando o bandido bom e o bandido mau. O destaque mesmo fica a cargo de Boseman, um detetive frio, sempre pondo seus ideais e fé à frente do trabalho, atitude claramente moldada pelo assassinato brutal de seu pai e também policial, quando criança. A transição do personagem no decorrer da trama é ponto positivo para o ator que vai, aos poucos, se reinventando, aprendendo (rápido) e se moldando às intempéries.


Eis que chegamos ao roteiro, que poderá dividir muitas opiniões. Todo calcado no mistério, a partir da solidificação da missão do protagonista, o filme entra numa sequência absurda de resolução de problemas, bem apressada, mas que pode não ser percebida por conta da ótima edição, que intercala ações sugeridas por Andre, para prender os suspeitos, enquanto as mesmas são mostradas em forma de montagem. Todos os Plot twists são previsíveis, alguns até mesmo telegrafados, quase como se os personagens quebrassem a quarta parede para falar. Para os cinéfilos do gênero, pode ser o limiar entre amar e odiar. Talvez não amar, mas gostar.

Sienna Miller, J.K Simmons and Chadwick Boseman star in 21 Bridges

Apesar da previsibilidade, que corre sem freio do clímax ao fim, Crime Sem Saída não deixa de ser um bom integrante do gênero policial, uma vez que sua proposta, como visto acima, é de ser uma produção fora da caixa, mas não pela história batida, mas pelo vislumbre de ver profissionais trabalhando em áreas novas ou pouco exploradas. É perceptível o carisma de Chadwick Boseman, abraçando novos rumos e alcançando bons resultados, mostrando um despertar para áreas que o enaltecem como ator. Isso foi bastante eficaz com Bradley Cooper, por exemplo, tornando-o um dos destaques entre diretores da atualidade. Distribuído pela Galeria Distribuidora, o filme tem estreia marcada para o dia 5 de dezembro.

NOTA

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