Crítica | Dom (1ª temporada)

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Estreia neste dia 04 de Junho no Amazon Prime, Dom, série nacional que conta a história real de um belo rapaz da classe média carioca que foi apresentado à cocaína na adolescência, colocando-o no caminho para se tornar o líder de uma gangue criminosa que dominou os tabloides cariocas no início dos anos 2000: Pedro Dom. A série é uma obra dirigida por Breno Silveira (Dois Filhos de Franciso) que conta a real história da família do maior traficante do Rio de Janeiro nos anos 90/2000.

AMAZON PRIME/DIVULGAÇÃO

A história contada em Dom é complexa: a série aborda a história real de um pai e de um filho que vivem vidas opostas. A história acontece em dois períodos de tempo, onde pai e filho tem o seu passado analisado e destrinchado, mostrando ambos enfrentando situações que se confundem entre o certo e o errado. A proposta é um acerto do roteiro. A série escrita e dirigida por Breno Silveira em parceria com Fábio Mendes, Higia Ikeda, Carolina Neves e Marcelo Vindicatto mostram situações vividas pela dupla protagonista em diferentes épocas e os acontecimentos se encaixam brilhantemente. Isso torna a trama numa intricada teia que acontecimentos que fará o espectador entender os motivos pelo qual o pai é tão rígido e a razão pela qual o filho ser tão inconsequente. O problema (se que existe) nessa narrativa não linear, é que em alguns momentos, acontecem interrupções bruscas que soam como desnecessárias e até intrusivas. Além disso, as idas e vindas entre o presente de Pedro Dom e o passado de seu pai atrapalha na imersão, mas nada que atrapalhe na experiência que é a série. O seriado foca quase que exclusivamente nessas duas figuras tão antagônicas: um filho que é chefe de uma quadrilha e um pai policial que luta contra o tráfico. Os dois lados são apresentados e a relação entre eles é analisada de cabo a rabo. A série consegue mostrar – apesar de tudo – que o amor de um pai por seu filho é algo forte e que supera tudo.

As aventuras do Pai de Pedro na década de 70 e o modus operandi de Pedro e da sua quadrilha nos roubos são os destaques da narrativa, que recria situações e a época na qual tudo acontece, com bastante apreço. Os cenários e figurinos vistos são perfeitos! Tudo relacionado a década de 70 e 80 é reproduzido com perfeição. A fotografia é outro destaque da série, usando muito bem a cidade do Rio de Janeiro como plano de fundo para a história.

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Uma coisa que pode não agradar é que a narrativa, não glamoriza, mas também não mostra consequências severas nos atos cometidos por Pedro Dom, pelo menos não diretamente para ele e quando as consequências surgem elas quase não são aprofundadas. As atuações são ótimas, Gabriel Leone (Minha Fama de Mau) e Flávio Tolezani (Verdades Secretas) dividem o protagonismo com uma relação de pai e filho que convence tanto no carinho e admiração, como no confronto que acontece entre ambos ao longo dos oito episódios. Outros destaques do elenco da série são: Raquel Villar (Mato Sem Cachorro), Filipe Bragança (Eu Fico Loko), Isabella Santoni (Malhação) e Ramon Francisco (Malhação) que constroem personagens interessantes para a história e roubam algumas cenas nas quais estão inseridos.

Dom é uma carta de amor sobre a relação entre pai e filho, que acontece em meio a guerra contra a violência e as drogas no Brasil. Com atuações estupendas essa produção nacional merece ser vista. Que venha a segunda temporada, para aprofundar ainda mais a relação entre essas duas figuras tão distintas e tão iguais.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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