Crítica | Em Guerra com o Vovô

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A comédia “Em Guerra com o Vovô” traz a história de Peter (Oakes Fegley) e seu avô Ed (Robert De Niro), que costumavam ter uma boa relação, mas quando o avô se muda para a casa da família, Peter é forçado a deixar seu quarto e a dormir no sótão. Determinado em conseguir seu espaço de volta, o garoto planeja uma série de armadilhas para expulsar o avô, mas Ed não quer se render e em pouco tempo eles declaram uma guerra.

Baseado no livro de Robert Kimmel Smith, temos como base da história a relação familiar entre neto e avô.

Peter começa o sexto ano escolar e enfrenta as dificuldades de ser um pré-adolescente, desde o bulliyng que sofre de alunos de turmas mais avançadas até seu desempenho escolar. Ed é um idoso que estamos acostumados a conhecer: bastante teimoso que cisma que consegue resolver tudo de sua maneira, sem reconhecer as limitações que a idade, infelizmente, lhe dá.

Com isso, a mãe de Peter, vivida por Uma Thurman, acaba trazendo Ed, avô do menino, para morar com eles, pois, assim, o senhor estaria longe de qualquer meio de insegurança.

Divulgação Diamond Films

Como não há outro lugar a ficar, a mãe acaba pedindo que Peter vá dormir no sótão para que o avô Ed durma no seu quarto. Porém, Peter não aceita tão bem tal situação. Com isso o menino resolve iniciar uma guerra de pegadinhas para que o avô desista de ficar no quarto, pegadinhas estas que são bem carregadas no exagero e, por muitas vezes, no mau gosto, que acabam até mesmo atingindo as demais pessoas da família.

O filme tem um estilo de sessão da tarde, com uma história morna e que acaba forçando muitas piadas para serem engraçadas, mas que não são. O roteiro tenta trazer algumas situações que já foram cômicas para o gênero de comédia antes, mas que, atualmente, já não cai tanto nas graças do espectador e pode até causar um desconforto.

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Algumas pegadinhas se tornam muito exageradas e até mesmo repetitivas, deixando o espectador em exaustão. Outras situações que acabam sendo trazidas pelo roteiro parecem estar na história para acrescentar e tentar agregar o enredo, porém são deixadas de lado e nem são aprofundadas. Acabam ficando para cumprimento de tabela para o gênero da comédia.

Existe o momento troca de confidências entre avô e neto para que a história vá se transformando ao longo do tempo, justamente para trazer a humanização do conflito entre o neto e o avô, que a princípio trata a guerra como se fosse apenas uma brincadeira do neto, mas que acaba indo longe demais.

Divulgação Diamond Films

O filme ainda termina com um gancho para uma próxima batalha, mostrando que podem repetir a mesma dose em uma sequência para uma nova guerra, porém abordando um lado mais sentimental dos personagens, como a atenção.

“Em Guerra com o Vovô” é um filme que deixa muito a desejar pela repetição de fórmulas de comédia, porém, como todo filme de sessão da tarde, nos dá aquele conforto no meio de tantas notícias caóticas pelo mundo afora.

Dirigido por Tim Hill, de ‘Alvin e Os Esquilos’ e ‘Garfield 2’, e roteirista da série de TV e dos filmes ‘Bob Esponja’, com roteiro de Tom J. Astle e Matt Ember, “Em Guerra com o Vovô” chega aos cinemas no dia 13 de maio de 2021.

Revisão Crítica

Nota:
Tabatha Oliveirahttps://estacaonerd.com/
Uma advogada apaixonada por cultura nerd que vem se redescobrindo e se encantando pelo mundo de criação de conteúdo.

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