Crítica | Espíritos Obscuros

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O cinema é uma forma de arte que possui um impacto gigante nas pessoas, suas obras são capazes de emocionar, chocar e até de ultrapassar os limites de mero entretenimento e incentivar, debates importantíssimos sobre a realidade que vivemos. Uma obra que entra para esse seleto grupo é o terror Espíritos Obscuros (Antlers), o mais novo filme do diretor Scott Cooper (Black Mass) que conta com produção de Guilherme del Toro (A Forma da Água). O filme usa sua narrativa sobre um monstro assassino para fazer uma alegoria sobre um assunto muito sério.

O filme começa mostrando o primeiro ataque da criatura, que acontece de modo bem clichê. Assistimo tudo pelo ponto de vista das vítimas, mas não vemos em momento algum o monstro, após esse ataque os demais personagens da trama são apresentados, com destaque para a protagonista vivida por Keri Russel (Felicity). Sua personagem é a típica professora preocupada com o desenvolvimento dos seus alunos, mesmo que eles não estejam nem aí. Desde o começo o fato dela estar desconfortável com sua vida é explícito na trama. Russel mostra muito bem com simples gestos e expressões os sentimentos conflitantes da sua personagem, principalmente nas cenas com o seu irmão, que é vivido por Jesse Plemons (A Noite do Jogo).

É durante uma de suas aulas que Julia percebe que um de seus alunos está com problemas, o filme faz questão de deixar claro que o fato de Julia notar esses sinais é devido aos seus próprios traumas. A direção de Cooper, faz mostrando várias cenas em paralelos entre os dois, porém o roteiro escrito pelo próprio diretor em parceria com Henry Chaisson (Open 24 Hours) e Nick Antosca (Channel Zero) peca por não mostrar a história pelo ponto de vista do Lucas, mas sim pela visão da professora. O único momento em que o ponto de vista dele é mostrada, acontece no plot-twist do filme. A trama é mais sobre Julia superar seus próprios traumas através do menino, do que de fato ajudá-lo. O terror é tão coadjuvante nos acontecimentos, que em vários momentos temos a sensação de na verdade estarmos assistindo um drama, a prova disso é que nas cenas mais de “terror” não se encaixam na narrativa.

O roteiro do filme, não se preocupa em criar medo ou tensão ao redor da criatura, todas as cenas que a envolvem possuem solução simples e rápidas porque no fim das contas elas não são o foco do filme, porém não podemos negar que a criatura ao aparecer, tem um design assustador e bem produzido.

Espíritos Obscuros se vende como um filme de terror quando na verdade é um drama com pitadas de terror, que é apenas um artifício para mostrar o verdadeiro foco do filme, um assunto sério e grave que não será revelado neste texto para não estragar a sua experiência.

Essa crítica foi escrita por Larissa Costa. Siga ela nas suas redes sociais: Twitter / Instagram

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