Crítica | Falcão e o Soldado Invernal

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WandaVision deu o ponta-pé inicial ao novo Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), e propôs algumas revoluções no modo de contar sua história, o que agradou e deixou os fãs na expectativa por Doutor Estranho 2. Agora, chega ao fim a série mais pé no chão do MCU, até o momento, chega ao fim Falcão e o Soldado Invernal. Série que consolida de vez a escolha do Capitão América e, sutilmente, abre porta para outras produções da Marvel.

Marvel Studios/ Divulgação

Falcão e o Soldado Invernal é uma série repleta de ação, do início ao fim. A produção é quase um blockbuster de seis horas, que consegue intercalar com maestria a já citada ação, com momentos mais voltados para o questionamento social de certas ações da sociedade americana e momentos mais intimistas, que mostram mais dos protagonistas e as suas motivações após os acontecimentos de Ultimato. Bucky está destruído pelo peso de suas ações como Soldado Invernal, e como “pena” precisa fazer terapia e com isso revive seu passado. Sam, em meio a seu trabalho no governo, tenta se dedicar e salvar o legado de sua família, além de lidar com o sentimento de impotência de não se sentir digno como substituto de Steve Rogers. Os desafios que eles precisam encarar são construídos de modo exímio pelo roteiro, que traz resoluções interessantes e as vezes doloridas para os problemas citados. Além disso a obra ainda aborda temas delicados, como o racismo estrutural existente nos EUA e o dilema de “certo” e o “errado” que o personagem de John Walker (soldado, escolhido como substituto do Capitão América pelo governo) enfrenta.

Além de todas essas questões a série ainda apresenta um time poderoso de antagonista, tão carismáticos e interessantes quantos os heróis. Karli Mongerthau (Rin Kellyman) é tida como uma terrorista, mas para a dupla protagonista ela apenas é uma jovem com uma ideia de justiça a todo custo, distorcida. Zemo (Daniel Brühl) é uma versão totalmente diferente da conhecida dos quadrinhos (o que pode desagradar alguns) mas aqui ele apresenta um estilo próprio e ainda consegue criar empatia, afinal suas motivações estão ligadas a tragédia vista em a Era de Ultron. Mas é em John Walker (Wyatt Russell) que vemos o contraste das virtudes de Steve Rogers e a razão pela qual, ele não é digno de carregar o legado do Capitão. Porém, é uma pena que no fim suas ações sejam “esquecidas”.

Foto: Chuck Zlotnick / Marvel Studios

As cenas de ação estão em todos os episódios e possuem urgência, ocorrendo em grande escala. Elas são bem filmadas e coreografadas, as vistas no último episódio e no primeiro (envolvendo o Falcão) são as melhores e tiram o fôlego pela ousadia. A série abre portas ainda para novas ameaças no MCU, ameaças que devem ser vistas em breve em novas séries do Disney+ e na já anunciada produção de Invasão Secreta. A obra ainda reserva um tempo para apresentar alguns easter eggs e referências a outras produções do MCU, bem menos do que as vistas em WandaVision, mas elas farão a alegrias dos fãs.

A série Falcão e o Soldado Invernal prova-se digna do legado do Capitão América, tendo uma trama instigante e necessária para os dias atuais. Que venha uma nova aventura dessa dupla em breve, seja nas telonas do cinema ou nas telinhas da TV.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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