sáb, 13 julho 2024

Crítica | Furiosa: Uma Saga Mad Max

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Nove anos depois do sucesso absoluto de Mad Max: Estrada da Fúria, George Miller está de volta para contar mais sobre a história Furiosa, interpretada e muito lembrada pela atuação de Charlize Theron no filme de 2015. Furiosa: Uma Saga Mad Max vai contar a história de Furiosa (interpretada por Anya Taylor-Joy), passando pela sua infância e mostrando como conseguiu a grande fama de “Imperator” Furiosa.

Quando lançou Mad Max: Estrada da Fúria em 2015, o choque e conexão com o público foi tremendo, sendo extremamente lembrado no Oscar de 2016 e por muitos fãs até hoje. Não era uma “fórmula” óbvia, não só pela história mas especialmente pela linguagem.
Desde a estreia de George Miller e de ‘Mad Max’ em 1979, o que sempre me chamou a atenção foi a imprevisibilidade. Um sentimento especialmente muito raro no cinema contemporâneo. Você assiste o primeiro ato de um longa e já tem ideia do que vai ser dali em diante. Lógico que algumas histórias há plot-twist, mas até chegar nele, é um padrão bem notado no desenvolvimento daquela narrativa. Não há isso em ‘Mad Max’.

Mesmo em um projeto com uma premissa óbvia (contar a história da Imperadora Furiosa), Miller não transforma a obra em um “filme Wikipedia”. Já dentro do filme, também não há uma limitação em ser um “único filme sobre vingança”. Desde a aparição da Furiosa criança (interpretada pela Alyla Browne), é como se não soubéssemos o que seria no próximo plano.

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E a partir da ação, também com traços muito únicos de Miller, esse sentimento de imprevisibilidade vira um auxílio tenso para a jornada de Furiosa. Neste ponto, cito a mixagem de som do filme que nos transporta pelo deserto como se fosse um gigante coração pulsando sem parar, desesperado pela vingança da protagonista, das batalhas da guerra no deserto e pelo som dos motores das máquinas.

A montagem e sua ideia de manter a ação freneticamente ativa é muito bem realizada, pois como a trilha está dando essa impulsão, a narrativa com o ar de imprevisibilidade e a fotografia com cortes muito rigorosos e em momentos certeiros, os combates emanam uma aflição, gerando empatia com os personagens. Como a grande sequência de lutas na Máquina de Guerra e o primeiro contato profundo entre Furiosa e Praetorian Jack (interpretado por Tom Burke).

Apesar do tom cômico acabar atrapalhando em determinados momentos, especialmente por Dementus (interpretado por Chris Hemsworth) nada que atrapalhe muito a obra e sua ideia, apenas contrastando de forma negativa mas em momentos bastante específicos. As atuações muito bem representadas dentro deste universo, com uma Anya Taylor-Joy em mais uma excelente atuação e conexão com o todo ao seu redor, destacando também a atuação da jovem Alyla Browne que possui grande tempo de tela e com muita personalidade e profundidade. A sintonia encontrada no longa remete sempre ao filme anterior da saga, mas com uma cara própria e sem parecer uma cópia barata.

Furiosa: Uma Saga Mad Max é muito mais do esperado, com uma verdadeira orquestra em forma de imagem em movimento para contar mais um capítulo de uma saga que promete continuar evoluindo e expandindo seu grande potencial para outros rumos.

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