Crítica | Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro

Há séculos o terror é um gênero que fascina, atraí pessoas ao cinema e na maioria das vezes agrada. Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, filme baseado em contos clássicos de terror Alvin Schwartz, de 1981, estreia hoje (08/08) nos cinemas e não me deixa mentir. Está é uma obra maravilhosa!

O longa se passa nos Estados Unidos, em 1968. No tranquilo povoado de Mill Valley, durante gerações, o legado sombrio da familia Bellows cresceu enormemente. Sara Bellows, uma jovem que oculta horríveis segredos, transformou sua tortuosa vida em uma série de histórias macabras escritas em um livro, cuja particularidade é que as mesmas se tornam reais para um grupo de adolescentes que o encontram. O bacana desse filme e que sua história é adaptada de modo segmentado, como se fossem pequenos curtas que se interligam, cada “curta” desse filme apresenta uma nova ameaça monstruosa que surge conforme um novo conto se escreve nas páginas. A abordagem no modo de contar a história, é muito criativa e bem executada pela dupla de roteiristas Dan e Kevin Hageman (Uma Aventura LEGO).

Porém a mesma criatividade no modo de contar a história não existe na hora de aprofundar os personagens, que basicamente são adolescentes que sabem que se meteram em uma cilada sobrenatural. O foco desse longa são as assombrações que são muito bem feitas. Oscar 2020, por favor indique a maquiagem deste longa ao prêmio. As criaturas são muito bem feitas, destaque para a última que faz uma mescla de CGI e maquiagem prática. Ela é aterrorizante!!!


Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro não é exatamente tão assustador assim, parte dessa culpa se deve a escolha de uma classificação de 13 anos. Mas não entenda isso como um ponto negativo, ao fazer deste terror uma aventura jovem, algo que me lembrou IT – A Coisa, o filme consegue mesclar a nostalgia da época onde se passa a trama com a honestidade que os jovens gostam, sem soar forçado. A direção de André Øvredal (A Autópsia) possui elegância ao executar os seus sustos. Uma sequência em especial (a do hospital, só de lembrar me dá um arrepio na espinha) irá deixar os mais novos e os mais velhos de cabelo em pé. O jogo de luzes e o abuso de sons estranhos como recurso fazem desta uma bela sequência de terror. A trilha sonora acrescenta bastante a trama em vários momentos.

O elenco é pra lá de carismático e encanta em suas cenas, o destaque, porém é negativo. Se Michael Garza (Jogos Vorazes) levou esse projeto a sério eu me exploda! O ator é de uma inexpressividade assustadora e não devia estar nesse filme. O restante do elenco está muito bem em seus papéis. Não poderia encerrar essa crítica sem citar Guilhermo Del Toro (O Labirinto do Fauno) que aqui é apenas trabalha na função de produtor, Ao compararmos está com outras de seu vasto currículo, vemos que está é a que menos vemos os elementos fantásticos e surreais que Del Toro, vencedor do Oscar pelo ótimo A Forma da Água, adora colocar em suas obras. Temos pinceladas, mas bem discretas desses conceitos.

Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro é um filme que entretém e assusta ao mesmo tempo, mesmo com uns probleminhas no roteiro o filme deve fazer a alegria dos jovens saudosos das aventuras de Stranger Things. Uma pena que o Halloween está tão longe, pois após ver esse longa você com certeza irá entrar no clima.

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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