Crítica | I Am Not Okay With This – 1ª Temporada

I Am Not Okay With This nova série da Netflix é baseada na Graphic Novel de mesmo nome que conta a história de amadurecimento de Sidney, uma adolescente que está navegando nas provações e tribulações do ensino médio, enquanto precisa lidar com uma série de superpoderes misteriosos que estão sendo despertados dentro dela. Prepare-se para conferir uma série curta, divertida e que poderia ter sido melhor abordada.

A série possui alguns defeitos, o principal deles diz respeito a abordagem feita ao seu material de consulta. A HQ na qual a trama se baseia, foi comprimida excessivamente e prejudicou demais o andamento da trama, isso não significa que a série não consiga passar a sua mensagem ou não consiga entreter, consegue sim! Porém, tudo ocorre de modo corrido e o seu encerramento é abrupto demais. Adicionar 10 minutos a mais em cada episódio não faria nenhum mal também.

Porém não é só de erros que vivemos, né? A opção da história em ter a narração em off da protagonista, apesar de não ser original, é deverás satisfatória e divertida em alguns momentos. Conseguimos em pouco tempo saber mais da personagem que nos conta sobre os seus tormentos, alegrias e angústias. A abordagem aos misteriosos poderes de Sydney também merece destaque, pois tudo é feito sem pressa e os efeitos especiais utilizados deixam muitas produções no chinelo. Outro destaque é o elenco, tanto os protagonistas como os coadjuvantes estão em perfeita sintonia e possuem bastante química. Os destaques são: Sophia Lillis e Wyatt Oleff, ambos atuaram juntos em It: A Coisa, a jovem dupla consegue interpretar personagens totalmente opostos aos visto nesse longa de terror e mostram bastante versatilidade. Lillis encanta no papel da jovem angustiada e reprimida. Oleff está hilário na composição de seu personagem e os momentos mais engraçados são de seu personagem. Juntos, Oleff e Lillis, possuem os momentos mais cativantes da série.


I am Not Okay With This quando comparada a outras produções da Netflix, como Stranger Things e The End of the Fucking World, não é a série mais original, porém a mesma possui potencial para ser uma série marcante e que se melhor desenvolvido na, possível, segunda temporada tem tudo para conquistar o público. Por enquanto maratone ela sem medo!

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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