qua, 22 junho 2022

Crítica | Jurassic World: Domínio

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Jurassic Park: Parque dos Dinossauros estreou nos cinemas em 1993, e marcou a infância de muita gente que assistiu a produção nos cinemas. Após quase 30 anos, chega nas telonas de todo Brasil Jurassic World: Domínio, o terceiro filme da série Jurassic World, que é um reboot/sequência e capítulo final da franquia Jurassic Park. A trama da nova aventura acontece quatro anos após a destruição da Ilha Nublar. Com os dinossauros agora vivendo – e caçando – entre os humanos, uma conspiração bioquímica surge e ameaça o planeta.

Universal Pictures/ Divulgação

Domínio é um filme que promete ser: uma aventura abarrotada de criaturas ameaçadoras, uma produção cheia de cenas de ação de tirar o fôlego e uma trama repleta de muita emoção e nostalgia. De todas essas “promessas”, apenas o fator nostálgico funciona na história. Na verdade, o filme inteiro é baseado em apelar para o saudosismo. O problema do roteiro escrito pelo trio Emily Carmichael (Stryka), Derek Connolly (Monster Trucks) e pelo diretor Colin Trevorrow (Jurassic World: Reino Ameaçado), é que eles não desenvolveram uma história convincente para despedida da franquia. Num mundo repleto de dinossauros, quais questões poderiam ser abordadas? Questões ecológicas, questões políticas de como conviver com os dinossauros, uma batalha pela sobrevivência… O filme opta por inserir uma conspiração bioquímica, que nada ou pouco tem haver com os dinossauros e personagens principais da franquia. Entre forçações de barra aqui e ali para fazer o espectador comprar a ideia da nova aventura. O roteiro cria duas tramas paralelas, com os personagens originais da franquia e com os do reboot, que com o tempo vão se unir no ato final em prol de resolver os problemas da trama. A decisão criativa até funciona, mas é inegável que um dos arcos é mais bem desenvolvido e trabalhado do que o outro. A inserção de novos personagens na franquia acontece de modo ríspido e sem nenhuma motivação ou sentido, os personagens novos fazem o que fazem e são o que são, fim. A trama até melhora quando os personagens de diferentes épocas se encontram e as interações entre eles funcionam de modo orgânico. O problema é que até isso acontecer, o filme está perto do seu fim. A trama de quase 150 minutos, anda em círculos muitas vezes e quase não saí do lugar. Algo que pode cansar quem assiste. Por fim, a edição constrói cenas de perseguição, que em alguns momentos são picotadas demais e dificultam o entendimento do que acontece, mas isso ocorre em momentos pontuais e não deve atrapalhar a diversão.

O CGI de Domínio é bem feito, mas não é impecável. Alguns animais não foram bem finalizados e são mal inseridos nas cenas, o que pode causar estranheza. Das cenas de ação as do último ato e a que acontece em um avião são as melhores produzidas e são repletas de tensão. Infelizmente, a produção não tem nenhuma cena memorável ou que seja considerada épica, o que é uma pena para está que é a última produção da franquia.

Universal Pictures/ Divulgação
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As conexões de Jurassic World com Jurassic Park, são introduzidas de modo crível e trazem à tona a nostalgia prometida, em forma de easter eggs e citações, que vão animar os fãs. O retorno de Laura Dern (Big Little Lies) como a Dra. Ellie Sattler, Sam Neill (Peaky Blinders) como Alan Grant e Jeff Goldblum (Thor: Ragnarok) como Ian Malcolm é o ponto alto da produção. Do trio, Dern e Goldblum são os grandes destaques e roubam as cenas com seu carisma e tiradas. Do novo elenco DeWanda Wise se destaca no papel de Kayla, uma piloto debochada de avião que se entrega nas cenas de ação. O vilão da vez e a motivação dele, são tão frágeis que irritam e não são ameaçadoras ou bem elaboradas, o que atrapalha na imersão da trama, que depende demais do carisma do elenco principal.

Jurassic World: Domínio é uma viagem cansativa e que apela ao carisma de seu elenco para contar uma história fraca. Por ser o último filme da franquia, a sensação que fica quando a sessão acaba é a de “ok, foi isso mesmo?”. Esse é um final agridoce para uma franquia tão amada!

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Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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