Crítica | Lúcifer – 6ª temporada

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Chegou ao fim a série Lúcifer, focada no personagem icônico da Vertigo / DC Comics criado por Neil Gaiman nas histórias em quadrinhos de Sandman. A sexta temporada é o encerramento da jornada do rei do inferno rebelde que resolveu viver com os humanos em Los Angeles. Na temporada anterior o protagonista e seus aliados venceram a Guerra dos Anjos, derrotando seu ganancioso irmão, Miguel. Sendo assim, Lúcifer precisará ascender aos céus para assumir o posto de Deus, lugar que seu pai deixou vago.

LUCIFER (L to R) LAUREN GERMAN as CHLOE DECKER and TOM ELLIS as LUCIFER MORNINGSTAR in episode 603 of LUCIFER Cr. JOHN P. FLEENOR/NETFLIX © 2021

Começamos acompanhando Lúcifer e Chloe praticamente em lua de mel. A detetive se afastou do trabalho para acompanhar o anjo em sua missão de subir aos céus, mas ele ficou enrolando para assumir a tarefa. Sabemos que Lúcifer não é a melhor pessoa quando se trata de compromisso e a ideia de assumir o lugar de Deus o deixa assustado e inseguro. Nas temporadas anteriores já vimos o anjo caído se tornando um pouco menos arrogante, mas para ser Deus, ele precisará aprender a desenvolver a empatia. 

LUCIFER (L to R) CALDWELL TIDICUE as BUSTY and TOM ELLIS as LUCIFER MORNINGSTAR in episode 602 of LUCIFER Cr. JOHN P. FLEENOR/NETFLIX © 2021

A parte final da série contou com a chegada de personagens novos e algumas participações especiais, como as fabulosas drags Bob the Drag Queen e Katya, participantes do reality RuPaul’s Drag Race. 

Um dos personagens novos com mais destaque é o novo detetive, Carol (Scott Porter – Ginny e Georgia), amigo de Dan. Com a chegada de Carol e a indecisão de Lúcifer, Chloe fica entediada e frustrada. Carol também aparece como interesse amoroso de Ella e, se tem alguém que merece um final feliz nessa série é Ella Lopez. 

LUCIFER (L to R) SCOTT PORTER as DETECTIVE CAROL CARBETT and AIMEE GARCIA as ELLA in episode 601 of And LUCIFER Cr. JOHN P. FLEENOR/NETFLIX © 2021

Sonya (Merrin Dungey –  Destruição Final: O Último Refúgio) é outra personagem nova que chega com muita importância para a história. A policial de patrulha traz um lado mais humano, cru e real que Amenadiel ainda não conhece, que será muito importante para o futuro do anjo e também da própria Decker. A outra grande aquisição para a trama é a Rory (Brianna Hildebrand – Deadpool), um novo anjo que surge para confrontar Lúcifer. A personagem é uma surpresa incrível, sendo muito importante para o crescimento de Lúcifer e Decker. 

Um dos pontos positivos de Lúcifer é sua “brincadeira” com a indústria da televisão, com várias piadas de metalinguagem. Já vimos diversas homenagens à TV com episódios musicais, em preto e branco, no estilo de filmes de máfia e por aí vai. A brincadeira da vez foi em forma de desenho animado. 

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Preciso ressaltar o relacionamento de Lúcifer e Chloe. O começo dos dois personagens foi muito conturbado e cansativo, foi uma enrolação enorme até o primeiro beijo. Mas depois que finalmente aconteceu, os dois realmente ficaram bem juntos. O roteiro conseguiu explorar bem o que eles já viveram no passado, ao mesmo tempo que fortaleceu a relação. Parceiros na terra ou no inferno. Afinal, a detetive Decker nunca foi a donzela indefesa, ela consegue lutar com qualquer um, até mesmo com o próprio Lúcifer.

LUCIFER (L to R) LAUREN GERMAN as CHLOE DECKER and TOM ELLIS as LUCIFER MORNINGSTAR in episode 603 of LUCIFER Cr. JOHN P. FLEENOR/NETFLIX © 2021

A quinta temporada serviu muito bem para encaminhar os destinos dos personagens coadjuvantes. Nesta temporada o destaque foi o laço entre eles, como eles são amigos e juntos conseguem superar qualquer desafio. Há até uma situação que levará ao fim do mundo e eles precisam se juntar para encontrar uma saída, mas na realidade é uma boa lavação de roupa suja, aquele tipo de “DR” obrigatória em qualquer família.

LUCIFER (L to R) D.B. WOODSIDE as AMENADIEL and RACHAEL HARRIS as DR. LINDA MARTIN in episode 601 of LUCIFER Cr. JOHN P. FLEENOR/NETFLIX © 2021

Essas metáforas entre a vida celestial e a vida real sempre possuíram grande peso para o enredo e não poderiam ficar de fora nessa temporada final. O roteiro consegue equilibrar muito bem as qualidades e os defeitos dos personagens, mostrando suas fraquezas e também suas inseguranças, mas com a ajuda dos amigos eles sempre conseguem superar as dificuldades. 

LUCIFER (L to R) INBAR LAVI as EVE and LESLEY-ANN BRANDT as MAZE in episode 601 of LUCIFER Cr. JOHN P. FLEENOR/NETFLIX © 2021

O encerramento é digno do crescimento dos personagens, respeitando toda a jornada que enfrentaram até aqui, tudo o que eles aprenderam fizeram deles pessoas melhores. 

O clima de despedida está presente em toda a temporada, com um tom bem envolvente e emocional. Lúcifer é uma série com uma grande comunidade de fãs pelo mundo todo, se não fossem esses fãs a série não teria tido o ótimo encerramento que recebeu pelas mãos da Netflix.

Revisão Crítica

NOTA
Bruna Carvalhohttp://estacaonerd.com
Ainda esperando minha carta de Hogwarts, mesmo sabendo que a resposta é 42. Desejo vida longa e próspera e que a força esteja com vocês!

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