Crítica | M.O.D.O.K. – 1ª Temporada

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Marvel’s M.O.D.O.K., ou simplesmente M.O.D.O.K., é uma série de animação stop motion para adultos, que foi criada por Jordan Blum e Patton Oswalt para o Hulu e chegou ao Brasil pelo Star+. A produção é baseada no personagem de mesmo nome da Marvel Comics, sendo uma surpresa maravilhosa para os fãs do personagem e dos quadrinhos!

A série M.O.D.O.K. tem apenas 10 episódios e usa de diversos elementos do MCU e dos quadrinhos para desenvolver uma nova história de origem deste vilão da Marvel, que ainda não teve seu momento de glória nos cinemas (rumores apontam que o personagem será apresentado na série She-Hulk e será interpretado por Jim Carrey), sendo usado apenas em algumas animações e games. A nova origem do vilão é apresentada de modo direto, em um simples flashback, no qual uma mãe consola seu filho após o mesmo sofrer Bullying na escola. A tocante cena é encerrada com a frase: “Um dia, essa sua cabeça grande, linda e destruidora de ventres vai mudar o mundo” . A criança guarda essas palavras no seu coração, distorce elas e 35 anos depois vemos as consequências desse apoio materno.

Star+/ Divulgação

M.O.D.O.K. cresceu e colocou em prática seu plano de mudar o mundo criando um utopia e se torna um dos principais vilões do Homem de Ferro, além de ser o cientista supremo da IMA – Ideias Mecânicas Avançadas. Mas calma, nem tudo são flores. A IMA está falindo e precisa ser comprada por outra organização criminosa (GRUMBL) e para piorar o vilão precisa encarar uma crise familiar.  O roteiro escrito por Jordan Blum, Patton Oswalt e et al. cria dois ambientes distintos que a todo momento colidem e causam problemas para o vilão, e também nos divertem. Em um momento temos uma comédia familiar e em outros temos uma comédia típica de ambiente de trabalho, que lembra muito The Office. O fato de M.O.D.O.K. não saber trabalhar em equipe, aliado com uma rivalidade com uma inventora e com os novos proprietários da sua companhia, refletem nos problemas de casa. Além de não ser um bom vilão, o personagem é um pai ausente e um péssimo marido. Assim a primeira temporada foca em mostrar o aprendizado sobre o que realmente importa. Afinal, do que vale dominar o mundo se você não temos a família do nosso lado?

A produção é hilária! Temos piadas para todos os gostos, desde de sacadas rápidas, até situações nonsenses e piadas pesadas. Tudo é feito com esmero pelo roteiro, que não tem medo de usar do absurdo para contar sua história. Os títulos de todos os episódios fazem referência a famosas histórias da Marvel, o que é um detalhe inteligente e pra lá de sagaz.

Por falar em referências, os caçadores de easter eggs vão a loucura com esses 10 episódios que tem a breve participação de diversos elementos e personagens das HQ’s, algumas só serão reconhecidas pelos fãs mais fiéis e antigos da Marvel. Ou vai dizer que você conhece o vilão Tenpin, cujo seu superpoder é ser um bom malabarista; ou vai conseguir reconhecer de cara a presença dos Ciegrimitas, uma espécie alienígena que é especializada em induzir todo mundo a festejar sem-parar para assim conquistar o planeta? 

Star+ / Divulgação

A escolha da direção da dupla Eric Towner e Alex Kramer (Robot Chicken), em produzir uma animação em stop motion casa perfeitamente com os absurdos do roteiro e deixa tudo mais estranho. O que é ótimo! A quantidade impressionante de detalhes em cada quadro, a textura dos tecidos usado em fantasias e a infinidade de expressões que vemos nos personagens e em M.O.D.O.K. fazem deste o melhor show da Marvel. Se a série possui algum defeito, ele recaí na falta de objetividade em alguns momentos e episódios, com exceção dos três últimos, que não são tão interligados, o que dá uma impressão de independência, mas também deixa a trama não linear. Mas nada disso atrapalha a qualidade da série.

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M.O.D.O.K. usa de uma animação em stop-motion para criar uma autoparódia divertida e estranha, que cativa e diverte como nenhuma outra produção da Marvel Studios já conseguiu. Assistam o quanto antes e que venha a segunda temporada.

PS. Se um dia houver a adaptação do personagem para o cinema, contratem Patton Oswalt para vivê-lo. Ele é perfeito para o papel e sua dublagem na série é espetacular!

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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