Crítica | MIB: Homens de Preto – Internacional

Em 1997, chegava aos cinemas um dos sci-fi mais inusitados e divertidos de todos os tempos. Uma organização humana que supervisiona atividade alienígena na Terra. Essa organização era a MIB: Homens de Preto. Após 7 anos do último filme, a franquia já tem 22 anos, chega aos cinemas o spin-off, menos solicitado pelos fãs do ano, MIB: Homens de Preto – Internacional que estreia nesta quinta feira (13/06). E o resultado… Confira abaixo:

O novo MIB realmente faz jus ao seu subtítulo. A trama ocorre em várias locações espalhadas pelo planeta, temos cenas rodadas nos Estados Unidos, Inglaterra e Marrocos. A nova aventura tem uma sinopse bem simples: Os homens de preto sempre protegeram a Terra da escória do universo. Nesta nova aventura, eles enfrentam sua maior e mais global ameaça até hoje; um infiltrado na organização dos Homens de Preto. Porém, o roteiro escrito por Matt Holloway e Arthur Marcum (ambos escreveram Transformers: O Último Cavaleiro) e confuso e cheio de pontas soltas. Em especial seu final, que transcorre de modo acelerado e acaba sendo o momento menos interessante do filme. Mas Hiccaro algo se salva nesse filme?

Sim! Graças ao talento e aos deuses do cinema, temos neste filme Chris Hemsworth (Vingadores: Ultimato) e Tessa Thompson (Thor: Ragnarok). Os atores com sua química e feeling pra comédia salvam este filme de um fracasso estrondoso. As melhores cenas do filme contam com a participação deles, que claramente improvisaram diversos diálogos e arrancam boas risadas. O elenco de apoio trabalha “bem” com o material que lhe é oferecido. Destaque para Kumail Nanjiani (Silicon Valley) que interpreta um alien pra lá de simpático. Os demais atores ou tem pouco tempo em tela (Emma Thompson) ou são prejudicados pelo roteiro (Liam Neeson, até se esforça mas não consegue salvar seu personagem da mediocridade). Atenção para uma participação nacional pra lá de especial. Além de vários easter eggs na trama que funcionam como homenagem aos filmes anteriores.


Os efeitos especiais tem seus pontos altos e baixos. Em alguns momentos, em especial para os vilões da trama os efeitos especiais são maravilhosos e bem realistas! Porém, os demais aliens do filme,foram feitos em CGI e não houve tanto capricho, diminuindo a credibilidade do que vemos. A cena da fuga na moto que ocorre no Marrocos é um exemplo dessa falta de cuidado. A trilha sonora é quase inexistente, duas músicas chamam a atenção a abertura e a do fim. O primeiro MIB trabalhou muito com próteses e maquiagem e tornou o primeiro filme um playground espacial, no novo filme temos muito pouco disso o que é uma pena.

MIB: Homens de Preto – Internacional, mesmo com seus problemas de roteiro e CGI consegue divertir e satisfazer o espectador com seu humor non-sense e com protagonistas cativantes. Para quem não gostar do filme, lembre-se: Não será necessário usar um neurolizador para esquecer esse novo capítulo.

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
O pagode anos 90 moldou meu caráter.

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