ter, 23 junho 2026

Crítica | O Diabo Veste Prada 2

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O Diabo Veste Prada 2 acompanha Miranda Priestly (Meryl Streep) enfrentando o declínio da revista Runway em meio à crise da mídia impressa. Ela precisa lidar com Emily (Emily Blunt), sua ex-assistente, agora uma poderosa executiva de publicidade, enquanto revisita sua relação com Andy Sachs (Anne Hathaway).

O roteiro de Aline Brosh McKenna (Vestida para Casar) não tenta apenas reviver o brilho do original. Pelo contrário, a produção quer usar desse glamour para contar um poderosa história sobre: legado, moda e crise estrutural do jornalismo. Acredite, essa salada de temas funciona e surpreende. Num primeiro ato, vemos de modo tímido, como os personagens centrais estão após 20 anos e como a revista Runway, antes símbolo de autoridade e influência, se encontra. Devido a uma infeliz postagem, Miranda se torna vítima de cruéis críticas digitais e a crise se instala na revista. O roteiro acerta em não romantizar essa queda, e foca em mostrar como a retomada de antigos laços e a mudança de comportamento, de alguns personagens, ajudam a superar o problema.

O elenco principal segue FANTÁSTICO! Meryl Streep (Mamma Mia!) prova o motivo de Miranda Priestly ser uma das figuras mais icônicas da história do cinema. Sua performance segue debochada, fria e irônica, mas podemos ver que ela precisou se adaptar ao mundo. Streep domina cada cena com precisão milimétrica, sendo a dona do filme. Anne Hathaway (Uma Ideia de Você), retorna como Andy Sachs em uma fase mais madura e consciente. Mas em todas as cenas onde atua com Streep, ela segue se deixando ser moldada pelas pressões alheias, o que pode causar uma certa estranheza.

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Esse comportamento que dá impressão de que a personagem não evoluiu, mas nada disso atrapalha o desenvolvimento do filme. Emily Blunt (Um Lugar Silencioso) rouba cenas com facilidade. Sua Emily Charlton segue afiada. Blunt equilibra bem as cenas de humor com uma naturalidade impressionante. Mas o coração do filme é Stanley Tucci (Um Olhar do Paraíso), seu personagem tem uma melancolia elegante e funciona como uma ponte entre o passado e presente. Os novos personagens da sequência, agregam a narrativa e funcionam como escada narrativas. O quarteto central é a alma da produção.

A dinâmica, aliada ao roteiro inteligente e o carisma do elenco geram divertidos e tocantes momentos, que vão encantar e emocionar os espectadores. As participações especiais de ícones da moda e da cultura pop, vão deixar os espectadores boquiabertos. A montagem dá um ritmo bacana a progressão da história. Se a trama começa de modo tímido, o final é grandioso e mostra por que David Frankel (Beleza Oculta) se consolidou como um grande nome da indústria cinematográfica. Porém, é importante frisar que em alguns momentos parece que estamos revendo o primeiro filme. Frankel repete algumas situações e problemas que vimos no primeiro filme, o que pode soar como uma nostalgia exagerada,

O Diabo Veste Prada 2 não é apenas uma continuação. É uma retorno triunfal que fala sobre legado, relevância e adaptação em tempos de transformação acelerada. Assista e veja esse grande elenco em ação!

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Destaque

Hiccaro Rodrigues
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]
O Diabo Veste Prada 2 acompanha Miranda Priestly (Meryl Streep) enfrentando o declínio da revista Runway em meio à crise da mídia impressa. Ela precisa lidar com Emily (Emily Blunt), sua ex-assistente, agora uma poderosa executiva de publicidade, enquanto revisita sua relação com Andy Sachs (Anne Hathaway). O...Crítica | O Diabo Veste Prada 2