Crítica | O Homem nas Trevas 2

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O Homem nas Trevas 2 é o primeiro longa dirigido por Rodo Sayagues (ele foi roteirista do primeiro longa), a sequência se passa anos após a primeira invasão; quando Norman Nordstrom (Stephen Lang) vive isolado na tranquilidade de sua residência até que os pecados do seu passado voltam para cobrar seu preço. O longa já está disponível nos cinemas.

Sony Pictures/ Divulgação

O primeiro longa tinha uma história simples: três jovens criam um plano aparentemente perfeito para assaltar casas. Quando escolhem o último alvo, um senhor cego e milionário, o jogo vira e se veem obrigados a lutar pela própria sobrevivência diante de um homem determinado a se vingar daqueles que o ameaçaram e apostava na tensão e reviravoltas que a trama dava. O personagem de Lang era o grande vilão. Na sequência as coisas são bem diferentes, o personagem de Lang retorna como um “anti-herói” que usa de suas habilidades para deter um grupo de pessoas misteriosas que resolvem fazer mal a ele e a sua protegida. Não temos tantas reviravoltas e a trama agora aposta na ação e violência, o que não é algo ruim. É curioso notar a escolha por essa premissa. Afinal, não é comum colocar vilões como mocinhos. O fato de termos um personagem tão vil e sombrio, como protagonista da sequência levanta um questionamento interno de “será que todo mundo, realmente merece uma segunda chance?”, infelizmente, o filme não bate muito nessa tecla e apenas flerta com a proposta, mas fica o questionamento: Como podemos torcer para alguém tão atroz e que cometeu atos tão nocivos? A resposta do roteiro escrito pelo diretor Sayagues em parceria com Fede Alvarez (A Morte do Demônio) é: colocando um grupo que seja pior que ele.

A trama apresenta alguns problemas. O roteiro por exemplo, não desenvolve as motivações do grupo de invasores e quando desenvolve, fica a sensação de “sério que foi por isso?” e quando o plost twist acontece, ele não choca tanto quanto o do primeiro. As inversões de proposta e mudança de clima na trama não incomodam tanto quanto esses problemas narrativos, mas pior que isso só a direção de Sayagues, que a todo momento tenta copiar o estilo de Alvarez, sem muito sucesso e especialmente sem brilho. O jogo de gato e rato rola sem muita tensão e o grande destaque fica para os confrontos e violência gráfica das situações. Se prepare para um banho de sangue, maior que o visto no primeiro filme e bem mais explicito em alguns momentos. Algo que deve animar os fãs do gore e do terror de invasão.

Sony Pictures/ Divulgação

No primeiro longa a trama tinha uma credibilidade alta, por usar a casa do vilão como elemento de vantagem contra os invasores. Aqui temos o abandono dessa ideia no segundo ato, o que transforma o personagem em um vingador com super habilidades e alta resistência física, se houver uma sequência ela irá apostar nisso (anotem!). As atuações são boas dentro do proposto, Madelyn Grace (O Assassinato da Cheerleader) é carismática e convence com sua atuação. Stephen Lang (Avatar) novamente impõe medo e carrega na sua atuação, o remorso por suas atitudes do passado. Os demais personagens servem apenas, para serem alvos ambulantes do homem cego.

O Homem nas Trevas 2 aposta na violência e sanguinolência de sua sequência para moldar o futuro do personagem que deve ter um terceiro filme em breve. Os fãs do primeiro filme, podem se decepcionar com a nova proposta, mas evoluir sempre é preciso. Se a mudança será boa ou ruim, só o tempo dirá.

PS. O filme possui uma cena pós crédito no fim.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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