seg, 15 junho 2026

Crítica | O Palhaço no Milharal

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Quinn e o pai se mudam para Kettle Springs em busca de um recomeço, mas acabam se deparando com uma comunidade que enfrenta dificuldades desde que a fábrica de xarope de milho Baypen pegou fogo. Enquanto os moradores brigam entre si, uma figura emerge dos milharais para purificar a cidade, uma vítima de cada vez.

Coringa, Pennywise e Art da saga de terror Terrifier são os palhaços mais famosos do cinema. Afim de aumentar essas lista, o diretor Eli Craig (Tucker e Dale Contra o Mal) adapta o livro homônimo de Adam Cesare e nos apresenta Frendo, mascote de fábrica de xarope de milho que se revolta com os jovens da sua cidade de origem e decide exterminar eles. A narrativa da produção entrega uma verdadeira montanha russa de sensações. Vamos analisar primeiro os pontos positivos:

Ao contrário de muitas produções slashers o filme desenvolve bem a motivação dos jovens e do vilão, o que é algo raro. Ela não será detalhada aqui para não estragar a produção, mas é louvável que o roteiro escrito pelo diretor em parceria com Carter Blanchard (Independence Day: O Ressurgimento) tenha separado tempo para apresentar os personagens principais e suas relações. Os ataques são brutais nada de firulas ou decisões estúpidas (pelo menos até o ato final, onde tipicamente acontece as revelações). Destaque para o trecho que acontece na festa, que é o melhor momento do filme, mas poderia ter sido mais sanguinário, mais brutal. O texto ainda insere algumas piadas pontuais que funcionam e usa bem os clichês do gênero a seu favor, e subverte outras situações comuns desse gênero.

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O grande problema de O Palhaço no Milharal é que a produção nunca alcança o seu potencial máximo e sempre deixa a sensação de que poderia ir além do que se propõem. O ato final é apressado e feito nas coxas e deixa diversos furos, que podem ser preenchidos numa possível sequência. O desenvolvimento dos coadjuvantes é inexistente e eles são o que são. O debate sobre diferentes gerações perde força com o tempo e acaba sendo substituída por um banho de sangue que se não é memorável, é correto.

O Palhaço no Milharal é um slasher engraçadinho e executado de modo correto. Mas Frendo por mais esforçado que seja não chega aos pés dos seus primos mais famosos do cinema, mas também não faz feio. Esse é um terror leve e pode funcionar para quem está atoa.

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Hiccaro Rodrigues
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]
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