Crítica | O Predador

No ano de 1987 Arnold Schwarzenegger era o grande ator do momento e a ficção científica tomava novos moldes, devido as tecnologias da época. Assim, Predador (1987) foi lançado e logicamente foi um sucesso de bilheteria. Depois disso veio a se tornar uma das franquias mais modificadas e estendidas de Hollywood, passando por sequências diretas dos filmes anteriores, e outros simplesmente com intuito de arrecadas grana, assim como todos os Transformers.

O novo Predador – nacionalmente titulado de O Predador – é um filme que remete de cara, ao filme de 87 e 90, mas que se abstém de forma correta, de relacionar com os medianos Alien vs. Predator e sua continuação.


Boyd Holbrook (Quinn McKenna) é o Schwarzenegger de 2018. Veterano do exército americano, que está em missão em algum lugar de uma floresta no méxico e que tem o primeiro contato com a nave e com o Predador ao chegar na terra. Seu papel é interessante, tentando remeter as origens do primeiro filme, aliado ao senso de humanidade e proteção, mas seu personagem se perde algumas vezes, muito em parte do âmbito geral em que o mesmo precisa estar, hora se defendendo ou a sua família, hora junto com sua “equipe”.

Jacob Tremblay (Rory McKenna) é um ator fenomenal. Apesar da pouca idade, apenas 11 anos, suas atuações são sempre inteligentes. No filme, ele é o filho de Quinn, e vive do “espectro” autista, o que o torna extremamente inteligente mas pouco sociável.

Apesar do seu papel ser de grande importância para o filme, ele fica um pouco de lado na sequência final, atuando como coadjuvante. Em outras cenas, as ações desencadeadas (mortes, e tiroteios por exemplo) parece não incomodar em nada ele (como se ver alguém levar um tiro fosse algo banal), o que soou muito técnico e sem emoção.

O Predador em si (os os Predadores) continuam com a mesma lógica de sempre, caçar por esporte. Apesar do viés deste filme levar a um desenrolar diferente dos anteriores, inclusive com introdução de novos “personagens” como Cães Predadores e um Super Predador, caçador de Predadores “rebeldes”.

Parece um pouco confuso, mas de certa forma funciona. Diferente do senso de humor em MUITAS CENAS. Muita coisa se encaixa, mas há momentos que a diversão não é ponto legal pro momento do filme, desviando a atenção, fazendo com que o filme pareça ser bem mais longo do que é – o filme tem 1h 48m, que pareceram 2h e 30m -.

Para quem é fã incondicional da franquia e de todos seus filmes, esse filme é maravilhoso. As cenas sangrentas são muito presentes e o respeito a identidade clássica do Predador é preservada.

Por fim, para uma franquia tão antiga (são mais de 30 anos), que já teve tantas reviravoltas, um recomeço neste formado é aceitável. Logicamente mais filmes virão, que darão um novo tom, junto as novas tecnologias e com a evolução, aos futuros Predadores.

Uillian Magelahttps://estacaonerd.com
Co-Criador do Estação Nerd. Chamo ele de filho sim. Já fui crítico para o Blog Preguiça Alheia e para a CINEART. Palestrante nas edições da Campus Party. Mantenho a paixão por cinema desde criança e meu maior sonho é ter um sabre de luz para cortar a lua ao meio. A, SEMPRE escolha a pílula azul. Não faça como eu!

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