A Capcom é fruto de separações e fusões de outras empresas, estabelecida em 1979 através da I.R.M. Corporation com o propósito de desenvolver arcades para o mercado interno do Japão.
A aclamada e clássica desenvolvedora japonesa tem tido um ano de 2026 primoroso quando olhamos para seus lançamentos. Monster Hunter Histories 3, Resident Evil Requiem e Pragmata (seu último lançamento e pauta deste texto) levam a nipônica a um patamar de destaque como a muito não se via em qualquer outra empresa na era moderna dos consoles.
APANHADO GERAL
Pragmata é uma obra de ação e aventura de ficção científica desenvolvida e publicada pela Capcom. Lançada mundialmente em 17 de abril de 2026, o título coloca os jogadores no controle de Hugh, um explorador espacial, e da androide Diana, que precisam colaborar para sobreviver em uma estação de pesquisa lunar tomada por uma IA hostil. O jogo se destaca pela mecânica inovadora que combina tiroteio em terceira pessoa com hacking em tempo real, criando uma experiência estratégica e cinematográfica.
O diretor deste memorável trabalho é Cho Yong-hee, que liderou a visão criativa do projeto utilizando o motor RE Engine da Capcom. Pragmata foi lançado, até o momento desta analise, para PlayStation 5, Windows (PC via Steam) e Xbox Series, recebendo elogios pela ambição visual, pela narrativa intrigante e pela parceria cativante e fraternal entre os personagens.
HISTÓRIA
Ao chegar em uma estação lunar, uma equipe tática de exploradores é brutalmente atacada e descenciliada por uma série de acontecimentos misteriosos (no melhor estilo RE1). Após esse evento inicial, entramos na pele de Hugh, um terráqueo em um trage espacial e equipado com armamentos que busca entender o que está acontecendo, assumir o controle da base e resgatar os sobreviventes de sua equipe.
Em meio às descobertas iniciais, nosso protagonista encontra uma andróide humanoide em um corpo de uma criança, que denomina-se como DI03367. Como ela mesmo diz, esse droid é um Pragmata, uma IA de última geração para uso em sistemas em geral.
Carinhosamente apelidada de Diana por nosso aventureiro, a dupla avança cumprindo missões, explorando a base e encontrando novos andróides para assim poder concluir a aventura.
GAMEPLAY
A gameplay de Pragmata bebe muito da fonte de Resident Evil, mas sem ser uma game de terror, apenas uma aventura. Observar os inimigos e os chefes faz com que facilmente você identifique que está jogando uma obra feita pela Capcom.
O título apresenta uma ideia original de combate que envolve esquivas, tiros e hacks. Hugh carrega Diana em suas costas, e ao mesmo tempo atira contra os droides, visando eliminá-los. Diana hackeia o sistema de defesa para que os tiro sejam mais eficazes e estas ações devem ser realizadas pelo jogador quase que simultaneamente. Hackear e atirar é um tipo de jogabilidade que cadencia a gameplay, mas que ao mesmo tempo traz algo único e atemporal, trazendo as grandes inovações tão solicitadas pelos players nas novas IPs do mercado.
GRÁFICOS E SONS
Não, Pragmata não tem gráficos inacreditáveis, mas atende bem a geração atual de consoles. Sua parte sonora é satisfatória, com bons efeitos e uma maravilhosa e chamativa dublagem em português.
O título é focado na gameplay, imersão na ação e na relação entre os personagens, mas apesar disso os quesitos artísticos trazem um belo plano de fundo a exploração.
INTERAÇÃO
O grande chamariz de Pragmata é a intenção pai e filha de Hugh e Diana. Os diálogos são ótimos, os protagonistas são carismáticos e é possível sentir o afeto entre os dois, algo que aos poucos vem ganhando certo espaço em nosso tão amados videogames. Obras como Resident Evil, The Last of Uf e agora Pragmata, trazem o adorável amor fraterno entre personagens, algo que traz uma emoção ainda mais profunda do que os tão batidos romances.
VEREDITO
O game em pauta traz tudo que os jogadores querem em uma nova IP. Boa jogabilidade, gráficos condizentes com a geração, aventura imersiva, novidades na gameplay, ótima interação entre personagens e uma aventura satisfatória. Pragmata faz o arroz com feijão e ainda traz inovações.
Com isso ainda vemos que há uma esperança para a atual geração de consoles, que para muitos, é uma geração perdida, cheia de remakes, remasters e uma série de mesmices nas novas IPs.


