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    Crítica | Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder (Episódio 6)

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    Um núcleo que sempre carecia de batidas envolventes em Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder era toda a trama envolvendo as terras do sul. Por mais bem intencionados que fossem os personagens e por melhor que fosse o elenco desse núcleo, faltava um certo sabor na receita da série, Arondir nos primeiros episódios se mostrou um personagem intrigante mas nunca avançou além disso, enquanto a temática dos humanos serem um povo cinza, fugindo do binarismo do bem e do mal nunca foi desenvolvido. 

    E assim, temos o sexto episódio da série que é quase 100% focado neste núcleo. Por boa parte do capítulo dessa semana, acompanhamos a resistência de Arondir e dos humanos das terras do sul aos invasores Uruks que tentam roubar um item de propósito misterioso. As cenas de batalhas e os conflitos internos conseguem ser satisfatórios. As lutas são maravilhosamente coreografadas e a batalha entrega pequenos toques de violência gráfica que aplicam uma maior densidade ao conflito.

    Mesmo esteticamente e tecnicamente satisfatória, a batalha e o conflito do episódio não passavam uma sensação natural. Seja por conta dos próprios problemas de ritmo dos episódios anteriores, ou pela própria falta de carisma do núcleo, a trama de resistência e sobrevivência não soa merecida narrativamente. Boa parte do episódio deixa o espectador com a sensação que perdeu um episódio anterior a esse, um que criasse a fundação para a batalha que explode nesta sexta semana. Porém, tudo que temos em mão são personagens que criamos pouco apreço, com riscos que não estão claros porém maquiados por uma direção competente e bem coreografada. 

    Na mesma questão da falta de uma conexão e preparação narrativa, temos a junção dos núcleos de Galadriel e Arondir. A aparição súbita da elfa aparenta mais ser uma conveniência na trama do que realmente uma batida narrativa para comemorarmos. Aqui temos o mesmo problema de que esse episódio parece estar faltando cenas e peças para que assim a trama seja satisfatória tanto no quesito da ação quanto no quesito narrativo.

    Contudo, nos últimos momentos do episódio temos um pequeno lapso de interesse, apesar de claramente injustiçada nesse episódio, Morfydd Clark encarna Galadriel com uma maestria sem igual. O olhar final da personagem ao perceber que sua missão falhou é ao mesmo tempo intrigante e emocionante, assim a ansiedade para o próximo episódio foi restaurada por conta de um único momento. Só resta esperar que os dois últimos capítulos da temporada façam uma redenção para a série.

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