Crítica | Sombra e Ossos (Shadow and Bone)

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Estreia nesta sexta-feira (23/04) a nova série de fantasia da Netflix, Sombra e Ossos (Shadow and Bone). A produção é baseada na série de livros de mesmo nome da autora Leigh Bardugo. A história mostra um mundo destruído pela guerra e foca sua atenção na personagem Alina Starkov, uma garota que descobre ter um poder tão incrível que pode salvar seu país. A produção deve agradar aos fãs da franquia literária e aos que não conhecem este rico universo.

Netflix/Divulgação

Sombra e Ossos possui alguns problemas, mas são poucos e totalmente superáveis. O enredo dos livros é muito rico de detalhes e termos, que são introduzidos sem muita cerimônia na série. Alguns deles são explicados e outros ficam só na citação, então para o espectador atenção é primordial para pegar os nomes dos personagens, das regiões e das criaturas, mas nada disso deve atrapalhar a diversão.

A série é muito bem feita e deve ser a nova Game Of Thrones da Netflix, justamente por possuir um universo bastante complexo e um extenso grupo de personagens e cenários diferentes, todos eles muito distintos um dos outros e todos muito bem detalhados pela equipe de design de produção. Ao construir seu universo a obra faz uma interessante analogia ao mundo real, em especial a situações que ocorrem na Rússia. As comparações com a política e as guerras internas da antiga União Soviética são referenciadas com muita sutileza e perspicácia.

Outro ponto positivo da série é o CGI e efeitos visuais aplicados, todos são deslumbrantes e de fazer inveja em muito filme de fantasia que é lançado no cinema. As criaturas são apavorantes e pra lá de realistas; o uso dos poderes dos Grishas também são muito bem desenvolvidos e aplicados com perfeição. Os episódios possuem uma dose contida de violência que a tira do lugar comum. Esses dois fatores são bons atrativos que a série oferece. Além de claro, da boa história que além de envolvente é muito bem contada.

O roteiro divide a primeira temporada em dois núcleos: No principal temos a conhecida jornada do herói (neste caso da heroína), que mostra o seu treinamento, sua história de vida e os elementos fantásticos, além de um romance – bem clichê – que ela enfrenta. No outro temos um “grupo de anti-heróis” que está em missão. Ainda existe um terceiro núcleo, que destoa inicialmente, mas que no fim cumpre sua função. A montagem da série transita entre esses núcleos de modo dinâmico e a duração dos episódio acaba sendo correta, fazendo com que eles passem “voando”.

Netflix/Divulgação

O roteiro apresenta seus personagens destacando o que eles tem de melhor e pior. As situações – problemas – que os personagens se metem na narrativa acontecem de modo natural e sem atropelos, e suas resoluções, na maioria das vezes, ocorrem de modo criativo. As atuações são boas e todos os núcleos tem tempo para desenvolver seus personagens e motivações. Os destaques da trama são o trio composto por: Freddy Carter (Free Rein), Kit Young (The Devil’s Harmony) e Amita Suman (The Outpost) que roubam as cenas nas quais estão presentes.

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Sombra e Ossos é uma adaptação rica em detalhes que agradará os fãs do livro e também os fãs de grandes aventuras. Que venha logo a segunda temporada para saciar nossa sede de fantasia. Uma série diferente, que chegou pra dominar na Netflix.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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