Crítica | Star Wars: Visions

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O astrônomo Edwin Powell Hubble, entre inúmeras contribuições para a ciência, defendia a teoria de que o universo está em constante expansão. O universo Star Wars parece levar a sério essa premissa. A franquia do cineasta George Lucas, iniciada em 1977, quando foi lançado o primeiro filme, continua mexendo com as emoções e com a imaginação de gerações, com novas produções cinematográficas, como a trilogia que acompanhou as aventuras de Rey; séries animadas, como Clone Wars e Bad Batch; série live action (The Mandalorian); livros, como A luz dos Jedi (2021); entre outros.

Em 2014, a Disney, nova dona da franquia, transformou o antes chamado Universo Expandido (até então predominantemente aceito pela realidade dos filmes) em Legends, diferenciando-o do Canon (cânone). Recebem o selo Legends as obras derivadas dos filmes produzidas antes de 2014, configurando-se como realidades que poderiam ter acontecido no universo Star Wars, sem impedir que nos filmes e nas novas produções canônicas a história ocorra de forma diferente. O cânone é composto pelos filmes, pelas séries animadas The Clone Wars e Bad Batch, pela série The Mandalorian e por várias outras novas produções, como o livro Thrawn (2017).

Star Wars: Visions (2021) apresenta-se de forma peculiar: trata-se de uma série antológica produzida por 7 estúdios de animes japoneses, em que cada episódio possui uma história diferente. Não chega a ser novidade. Animatrix (2003) e Batman: o Cavaleiro de Gotham também pegaram emprestados os talentos de artistas japoneses de animação.

Segundo o portal disney.com.br, esses episódios não fazem parte do cânone. Mas tampouco se encaixam na proposta das produções de selo Legends. Cada estúdio recebeu da Lucasfilm total liberdade criativa não só de estilo, mas também de roteiro, sem se prender aos filmes ou mesmo à cronologia até então consolidada. Às vezes, é inútil tentar localizar temporalmente alguns episódios em relação aos filmes, como ocorre em “O duelo”.  Até mesmo algumas premissas básicas de SW, como o funcionamento da força ou de sabres de luz, são “quebradas”, como no episódio “Os gêmeos”.

Isso não chega a ser um defeito, pois as histórias dão novos ares à saga, por vezes acertando na ousadia e saindo daquele mais do mesmo Jedi x Sith. Mas, como é uma marca forte em SW, esse dualismo se faz presente em alguns momentos.

Quem não se prende ao cânone nem tem resistência a certas transgressões, pode aproveitar bastante os 9 episódios, com duração bem reduzida, aliás, tendo de 13 a 22 minutos cada.

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