qui, 19 maio 2022

Crítica | Sweet Tooth (1ª Temporada)

Publicidade

Sweet Tooth é o novo sucesso da Netflix, a série de drama e fantasia é baseada na história em quadrinhos homônima de Jeff Lemire, que conta a história do “Grande Esfacelamento” um evento que causou estragos no mundo e levou ao misterioso surgimento de híbridos: bebês nascidos parte humanos, parte animais. Sem saber se os híbridos são a causa ou o resultado do vírus, muitos humanos os temem e os caçam. A série é fantástica e pra lá de imperdível!

Netflix / Divulgação

Baseada nos quadrinhos da DC Comics, Sweet Tooth parece que flerta o tempo todo com o “caos” que estamos enfrentando na pandemia. A produção fala sobre um vírus devastador que leva as pessoas a desconfiarem umas das outras, se isolarem e principalmente a terem medo uns dos outros (quer algo mais atual que isso?). Mesmo tratando de um tema pesado e atual, a série ainda consegue tratar sobre esperança. O representante mensagem que irá acalentar o coração do espectador é o jovem e ingênuo protagonista Gus (Christian Convery) que é brilhante em suas cenas (falaremos mais adiante). O cenário pós-apocalíptico da série é fantástico e extremamente rico de detalhes. Para quem leu os quadrinhos o resultado da adaptação é muito fiel a HQ é deve agradar, mesmo com o conteúdo sendo amenizado, no que diz a respeito a questões da violência na história, que quase nunca aparece, mas é sugerida de modo eficaz. Os episódios apresentam algumas tramas paralelas que nunca se atropelam e sim fluem de modo coordenado, até que se cruzem, algo que é um acerto muito bem desenvolvido pela grande equipe de roteiristas escaladas pelo criador da série Jim Mickle (Stake Land – Anoitecer Violento).

SWEET TOOTH (L to R) CHRISTIAN CONVERY as GUS in episode 101 of SWEET TOOTH Cr. Kirsty Griffin © 2021

Sweet Tooth durante toda sua temporada usa,com maestria diversos gêneros: temos momentos de tensão, terror (muito sutil), drama e de aventura. Todos esses gênero está aliado a uma trilha sonora que encanta e casa perfeitamente com o que vemos. O único ponto fraco da série são alguns efeitos especiais, em especial os vistos em paisagens, que soam artificiais e de outros animais e de alguns híbridos (Wendy e Gus são os melhores, mas outros deixam a desejar). Quando a série investe no uso de próteses, maquiagem e animatronics, esses efeitos dão um grau de realismo dificilmente alcançado por produções do gênero e até melhor que o CGI. A presença do narrador, às vezes é redundante e desnecessária. Mas nenhuma dessas “falhas” atrapalha a experiência e a imersão na história.

Publicidade

O elenco é encantador. Christian Convery é o nosso guia a esse novo mundo e seu personagem é apaixonante. Nonso Anozie (Artemis Fowl) cria o típico turrão que possui bom coração. A química entre seu personagem e Gus é ótima e a interação de ambos em tela conquista o público. Os demais personagens possuem sua importância na série e são bem desenvolvidos.

SWEET TOOTH (L to R) STEFANIA LAVIE OWEN as BECKY, CHRISTIAN CONVERY as GUS and NONSO ANOZIE as TOMMY JEPPERD in episode 105 of SWEET TOOTH Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2021

Sweet Tooth é uma das melhores adaptações de HQ’s do ano de 2021. Acompanhar a viagem de Gus e Jepperd é uma experiência pra lá de encantadora. Assista de coração aberto e se apaixone por essa história. Que venha logo a 2ª temporada para aquecer nossos corações.

Publicidade

Newsletter

Destaque

Crítica | La Casa de Papel (5ª temporada)

Chegou ao fim La Casa de Papel! Se prepare...

Crítica | O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas

Cheio de expectativas, O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações...

Crítica | Vai Dar Nada

Estreia nesta quarta no streaming do Paramount+, Vai Dar...
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

13 COMENTÁRIOS

  1. Achei a série falha em inúmeros momentos. Roteiro cheio de buracos. Vilões mal aproveitados, caricatos e perdidos na narrativa. Não fosse o ator principal (excente e carismático) carregando a temporada nas costas, já teria parado de assistir.

  2. Eu achei a série muito melhor do que a HQ.
    Mas é um erro dizer que a história está fiel à HQ.
    Existem diferenças enormes, durante todo o tempo, tanto na origem dos personagens, quanto em suas características psicológicas.
    Duvido muito que a história da NETFLIX mostre coisas como a represa ou a caverna dos deuses, no Alaska.

  3. Gostei muito. Assistir toda a primeira temporada em 2 dias. Mas notei vários erros de sequências. Deixaram a entender que Gus teria sido o primeiro híbrido mas quando aparecem outros, alguns são notadamente crianças mais velhas que ele. No final, ele só tinha 10 anos e apareceram híbridos com aparência de adolescentes. A vizinha que o cavalo derrubou e morreu foi levada para o freezer clínica que ele estava trabalhando. A clínica ficava longe da casa pois ele ía a cavalo. Como ele conseguiu levar o corpo da mulher bem pesada até a clínica. Se o Gus foi produzido em laboratório por que outras mulheres, como a mulher do protetor dele teve uma gestação de um híbrido.

  4. Concordo com a crítica. Gostei bastante da série, mas a qualidade de algumas cenas meio que “brocham” a empolgação. Por exemplo a cena da ponte (muito mal feita kkk), a do trem. Bom, como dito acima, cenas de paisagem com movimento de fundo super “fakes”. Me levam a perguntar, será mesmo q vale a pena “economizar” para fazer uma cena dessas no fundo verde, com aquele resultado?

  5. Amei a série, esperando a segunda temporada. Sobre o narrador, gostei bastante, pra mim deu um super toque, mas tudo é questão de ponto de vista. Que venha mais logo.

Deixe um comentário