Crítica | Yesterday

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The Beatles é uma das maiores bandas de rock do mundo. Impossível não conhecer ao menos um dos grandes sucessos da banda. Mas como seria o mundo sem a banda e sem suas canções? Essa pergunta é respondida, na premissa de Yesterday. Longa dirigido por Danny Boyle que estreia amanhã no Prime Video.

Universal Pictures/Divulgação

Yesterday acompanha a história de Jack Malik, um músico sem muito talento, fazendo show em qualquer lugar graças a empresária informal e amiga, Ellie. Tudo muda quando em uma noite o mundo sofre um apagão de 12 segundos no mesmo momento em que ele acaba atropelado. Recuperando-se, Malik descobre que os Beatles nunca existiram, levando-o a ter a ideia de alcançar o sucesso com as canções do quarteto de Liverpool. A proposta extremamente original do roteiro de Richard Curtis (Questão de Tempo) é desenvolvida entre acertos e erros. O longa mescla a questão original, com um romance piegas que não convence muito. O primeiro ato (é melhor de todo longa) apresenta bem o conceito central da trama e desenvolve as motivações e personalidade do protagonista. A trama com esse desenvolvimento se torna prazerosa de assistir, em especial quando o personagem descobre que Os Beatles não existem e apenas ele lembra das canções da banda. Daí em diante, o longa vai perdendo o brilho ao longo dos seus 116 minutos de duração.

O romance não assumido dos protagonistas toma boa parte da projeção e não convence em momento nenhum. Nem novelas mexicanas fazem tanto drama com o romance quanto esse filme faz. O texto de Curtis ainda repete fórmulas de outros longas do roteirista, como por exemplo a presença do amigo sem noção entre outras coisas, mas isso não é nada que incomode tanto quanto as desventuras românticas do casal protagonista. Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?) parece não estar a vontade e não consegue imprimir muito o seu estilo de filmagem, usa aqui e ali alguns planos ousados e interessantes, mas nada impressionante.

Universal Pictures/Divulgação

O longa ainda consegue fazer um paralelo interessante sobre a ganância da indústria da música, com a personagem de Kate McKimmon (A Noite É Delas), mas essa abordagem é diluída com tempo, infelizmente o foco (e o problema) do filme é o casal. As cenas com as apresentações de sucessos como “Hey Jude”, “The Long and Winding Road” e “Let it Be” entre outras são o ponto alto da projeção. O final é muito filosófico e foge da proposta inicial, o que não é ruim, mas é incoerente.

O elenco tem altos e baixos. Se destacam Ed Sheeran, que se entrega e não compromete na sua atuação. Himesh Patel (Tenet) em seu primeiro papel na carreira, ele é pra lá de carismático e convence como cantor. Kate McKimmon é exagerada na construção de sua personagem e destoa. Lily James é relegada ao papel de jovem romântica abalada por não ser correspondida. O que é uma pena pois a atriz é muito talentosa e poderia fazer muito mais que isso.

Yesterday deixa a desejar como comédia romântica. É uma obra que possui uma ideia genial, mas que entrega um desenvolvimento tímido, com belas apresentações de grandes sucessos da banda e alguns lampejos interessantes. Nada mais.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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