Depois de colocar o papel dos algoritmos no centro da conversa com a campanha “Algoritmo”, a Heineken® aprofunda o debate. Em parceria com a Box1824, a marca lança o estudo inédito “Reset da Mesmice”, que investiga como as recomendações automáticas vêm influenciando comportamentos — e por que essa lógica começa a dar sinais de desgaste na relação entre pessoas e tecnologia.
CRISE DA AUTONOMIA: QUANDO O GOSTO DEIXA DE SER SÓ SEU
Os resultados apontam para um cenário de perda gradual de autonomia. Hoje, 42,9% dos brasileiros dizem ter dificuldade em separar o que realmente gostam daquilo que foi sugerido por algoritmos. Ao mesmo tempo, 48,9% afirmam que querem reduzir essa dependência no futuro. Mais do que um incômodo isolado, os dados indicam um desgaste de um sistema que transformou conveniência em padrão.
- 25,7% apontam o cansaço mental como principal efeito negativo
- 38,7% gostariam de resgatar um gosto mais único, fora do comum
CONVENIÊNCIA VS. EXPERIÊNCIA: ATÉ ONDE VAI O ALGORITMO?
Na prática, o cenário é ambíguo. Se por um lado os algoritmos continuam sendo porta de entrada — 60,9% descobrem novas músicas por meio deles — por outro cresce a sensação de limitação da experiência. Para 46,5%, momentos ao vivo, como shows, entregam algo que a tecnologia não consegue replicar. O valor começa a migrar da previsibilidade para a vivência real.
- 35,4% dizem que a melhor noite especial surgiu do inesperado
- 28,4% veem a surpresa como principal recompensa fora da lógica algorítmica
RELAÇÕES FILTRADAS: O IMPREVISÍVEL EM QUEDA
O impacto também aparece nas relações pessoais. Segundo a pesquisa, 27,6% já perderam a paciência em conversas que fogem de seus interesses imediatos, enquanto 30% relatam ansiedade diante de interações imprevisíveis. Em um ambiente cada vez mais mediado, o diferente exige mais esforço — e a espontaneidade deixa de ser natural.
“Durante muito tempo, as marcas foram guiadas pela ideia de previsibilidade e precisão. O que a gente começa a ver agora é uma abertura para o oposto: experiências que não estão totalmente resolvidas de antemão, que permitem descoberta, erro e interpretação. Isso muda a forma como as marcas se relacionam com as pessoas”, afirma Igor de Castro Oliveira, diretor de marketing do Grupo HEINEKEN no Brasil.
- 52,6% dizem que a energia social é mais alimentada por momentos compartilhados
- 36,1% usam o digital como filtro inicial, mas validam conexões no presencial
A VOLTA DO PRESENCIAL: ONDE A CONEXÃO GANHA FORÇA
Como resposta, o mundo físico ganha protagonismo. Para 46,9%, é nele que acontecem as conexões mais profundas, enquanto 46,1% dizem que as melhores experiências são aquelas em que conseguem se desconectar das telas. Não à toa, 73,9% preferem conhecer pessoas ao vivo, em vez de apenas interagir no digital.
- 33,1% escolhem bares e festas por indicação de amigos
- 35,4% reforçam que momentos especiais nascem do que não foi planejado
CANSADOS DO ALGORITMO: O MOVIMENTO DE RETOMADA
O estudo também revela um cansaço crescente: 48,9% querem diminuir a dependência de recomendações automáticas. Nesse contexto, experiências mais espontâneas e menos filtradas passam a ganhar espaço.

- 23,4% sentem falta do fator surpresa
- 63,8% enxergam atividades como corrida como forma de autonomia real

- ENTRE EFICIÊNCIA E DESCOBERTA
Para Francisco Formagio, estrategista criativo e pesquisador da Box1824, o momento reflete uma tensão clara: “O algoritmo trouxe eficiência, mas reduziu o espaço para o novo. Quando tudo é filtrado, a construção de repertório perde força e a sensação de independência diminui. O que vemos agora é um movimento de retomada dessa autonomia, com as pessoas buscando expandir novamente esse campo de possibilidades”.
Com a campanha “Algoritmo” e o lançamento do estudo, a Heineken® reforça sua leitura sobre as transformações culturais atuais — e propõe uma reflexão sobre como equilibrar praticidade e descoberta em um mundo cada vez mais mediado por dados.


