ter, 23 junho 2026

Ter gosto próprio ganha valor: 38,7% dos brasileiros buscam escolhas além dos algoritmos, diz estudo da Heineken®

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À medida que algoritmos e recomendações automáticas ganham espaço no dia a dia, cresce entre os brasileiros a sensação de que a repetição está tomando o lugar da descoberta. Esse movimento vai além do consumo e começa a influenciar diretamente a forma como as pessoas constroem seus gostos e se relacionam com o próprio repertório.

imagem: divulgação Heineken

O cenário é detalhado no estudo “Reset da Mesmice”, desenvolvido pela Heineken® em parceria com a Box1824, como desdobramento da campanha “Algoritmo”. A iniciativa propõe uma reflexão sobre o impacto das bolhas digitais e da previsibilidade nas escolhas. De acordo com os dados, 38,7% dos brasileiros demonstram interesse em recuperar preferências mais únicas — mesmo aquelas que não são amplamente compartilhadas. Em paralelo, um em cada quatro entrevistados percebe que seus gostos estão se tornando mais genéricos.

imagem: divulgação Heineken

Na avaliação de Francisco Formagio, estrategista criativo e pesquisador de comportamento da Box1824, esse contexto aponta para uma transformação mais profunda na forma de descobrir o novo. “Quando o consumo passa a seguir padrões que reforçam o que já conhecemos, a novidade deixa de ser espontânea e passa a ser apenas uma variação do mesmo. Isso impacta diretamente a construção de repertório e a relação com o mundo ao redor”, afirma.

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A percepção de padronização está diretamente ligada à lógica dos algoritmos. Para 37,7% dos entrevistados, a experiência atual se assemelha a um ciclo repetitivo, em que o inédito perde espaço para versões do que já foi consumido. Nesse ambiente, 23,4% dizem sentir falta do fator surpresa no cotidiano.

imagem: divulgação Heineken

Diante disso, cresce também o desejo de retomar o controle das próprias escolhas. Hoje, 48,9% dos brasileiros afirmam que pretendem reduzir a dependência de recomendações algorítmicas nos próximos anos, enquanto 31,1% já colocam esse objetivo como prioridade para o bem-estar.

Mais do que um afastamento da tecnologia, o movimento sinaliza uma valorização maior da autonomia individual. Ter um gosto próprio — mesmo fora do padrão — passa a ser visto como um diferencial.

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Para Igor de Castro Oliveira, diretor de marketing do Grupo HEINEKEN Brasil, os dados refletem uma mudança na forma como as pessoas encaram suas escolhas. “Existe um desejo crescente de sair do automático e voltar a explorar por conta própria. Ter um gosto próprio hoje também é uma forma de expressão”, afirma.

Nesse contexto, romper com a bolha deixa de ser apenas um comportamento pontual e se transforma em uma escolha consciente por experiências mais autênticas, menos mediadas por filtros. Em um ambiente dominado pela previsibilidade, buscar originalidade ganha novo valor — não só como alternativa, mas como direção.

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Geórgia Amorim
Geórgia Amorimhttp://estacaonerd.com
Publicitária, produtora de eventos, redatora, fã de música eletrônica e de Fórmula 1! Posto umas besteiras no @GeorgiaAmorim, e falo da minha paixão no @papodeformula1 :) me acompanha, vale a pena